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Defesa de Bolsonaro prepara pedido para reduzir pena com base na Dosimetria

Entenda os Últimos Movimentos na Defesa de Jair Bolsonaro e a Lei da Dosimetria

A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro tem gerado muitos debates e discussões no Brasil. Recentemente, a sua defesa começou a preparar um pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) com o intuito de aplicar a chamada Lei da Dosimetria. Essa lei visa a redução da pena de Bolsonaro, que atualmente é de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. A estratégia dos advogados é que o Supremo valide essa lei, aprovada pelo Congresso, para beneficiar não apenas Bolsonaro, mas também outros condenados relacionados aos eventos do dia 8 de janeiro.

A Lei da Dosimetria e suas Implicações

Com a aplicação da dosimetria, a pena do ex-presidente poderia ser reduzida significativamente, passando para 19 anos e sete meses. Isso é algo que pode mudar completamente o cenário da prisão de Bolsonaro, já que, com um sexto da pena cumprido, ele poderia ter acesso ao regime semiaberto após três anos e três meses. Vale lembrar que, até o momento, Bolsonaro já cumpriu seis meses de sua pena, o que torna essa possibilidade ainda mais palpável.

Decisões do STF e o Papel de Alexandre de Moraes

No último sábado (9), o ministro Alexandre de Moraes, que foi sorteado como relator das ações que questionam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, suspendeu a aplicação da norma que poderia reduzir as penas. Essa suspensão permanece até que o plenário do Supremo decida sobre o assunto. A promulgação da Lei da Dosimetria ocorreu na tarde da última sexta-feira (8) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e logo após, advogados de condenados começaram a protocolar pedidos ao STF para a redução das penas baseados nessa nova legislação.

Reações e Controvérsias

As reações a esse movimento não tardaram a surgir. Duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram protocoladas no Supremo, uma pelo PSOL e a outra pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Os autores dessas ações argumentam que o método de fatiamento do veto presidencial, que foi derrubado no dia 30 de abril, tornaria a tramitação da lei irregular. Além disso, outra ADI foi apresentada pelos partidos PT, PCdoB e PV, que também questionam a compatibilidade da lei com normas fundamentais da Constituição e com a jurisprudência do STF.

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