Advogada acusa ex-parceiro PM de tentativa de estupro e década de violência
Uma Luta Silenciosa: O Drama da Violência Doméstica e suas Consequências
Uma mulher de 33 anos, advogada e moradora de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, decidiu romper o silêncio após quase uma década de abuso. Ela relatou à CNN Brasil que seu ex-companheiro, o capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Rafael Serpa Boni, tentou estuprá-la e a submeteu a um relacionamento que foi marcado por violência física e psicológica. O caso é alarmante e traz à tona questões sérias sobre violência doméstica que muitas pessoas enfrentam, mas que muitas vezes permanecem escondidas.
Um Relato de Sofrimento
A mulher relatou que a violência começou em 2016, poucos meses após o nascimento de seu filho. O relacionamento, que teve início em setembro de 2014, se transformou em um pesadelo. Ela compartilhou que as agressões verbais eram constantes, com insultos e humilhações que afetaram sua autoestima e saúde mental. Situações de abuso não se limitaram a ela, mas também atingiram seu filho, que ainda era um bebê na época.
Ela contou que, em uma ocasião, Rafael agrediu o filho, que tinha apenas um ano e meio. “Eu ouvi um grito e quando fui ver, o meu filho tinha uma marca de mão na pele. Isso é algo que nunca vou esquecer”, disse a mulher, com a voz embargada. Esses episódios de violência marcaram sua vida e a vida do filho de forma irreversível.
As Consequências da Violência
O estresse e a pressão emocional que a advogada enfrentou durante o relacionamento a levaram a perder duas gestações, sendo uma delas de gêmeos em 2021. Ela acredita que esses eventos trágicos estão diretamente relacionados ao abuso que sofria. “O meu corpo não aguentou a pressão e o sofrimento que passei”, revelou. O diagnóstico de depressão grave persistente, que culminou em quatro tentativas de suicídio, é um reflexo claro dos traumas enfrentados.
How many pets have you had?
A Decisão de Falar
Após o episódio de tentativa de estupro, que aconteceu em julho de 2024, ela decidiu que era hora de buscar ajuda. No entanto, inicialmente hesitou em procurar a polícia, pois temia que isso prejudicasse o relacionamento do pai com o filho. Em vez disso, fez uma denúncia à Polícia Militar, mas a sindicância interna foi arquivada por falta de evidências. Isso gerou uma sensação de impotência e desespero. “Eu sentia que minha voz não era ouvida”, desabafou.