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Megaoperação revela mais de R$ 4 milhões em medicamentos descartados em SP

Uma Visão Geral da Megaoperação do TCESP

Recentemente, uma grande ação de fiscalização realizada pelo TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) trouxe à tona uma situação alarmante no setor de saúde pública. Essa operação, que pode ser chamada de megaoperação, revelou que o descarte de medicamentos em cidades do estado resultou em um prejuízo superior a R$ 4,3 milhões aos cofres públicos. Esses números são apenas uma parte do que foi descoberto, mas já mostram a gravidade do problema.

Perdas Significativas: Causas e Consequências

De acordo com o relatório da 2ª Fiscalização Ordenada de 2026, aproximadamente 63% das perdas de medicamentos se devem ao fato de que eles venceram antes mesmo de serem distribuídos. Isso levanta questões sérias sobre a gestão e o controle de estoques nas farmácias públicas.

A operação mobilizou um total de mais de 380 auditores em cerca de 300 municípios. O resultado dessa fiscalização foi preocupante: 73% das farmácias fiscalizadas apresentaram desabastecimento de medicamentos essenciais. Entre esses medicamentos estavam psicofármacos e remédios para diabetes, que são vitais para a saúde de muitos cidadãos.

Problemas no Controle de Estoque

Outro ponto destacado no relatório foi a falha no controle de estoque. Em mais da metade das unidades que foram vistoriadas, os quantitativos físicos não batiam com os registros oficiais. Essa discrepância dificulta o planejamento e o abastecimento adequado das farmácias, o que é fundamental para garantir que a população tenha acesso a medicamentos quando necessário.

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A Falta de Controle de Demanda

Além das questões de controle de estoque, o TCE-SP apontou que 81% das unidades não têm um controle de demanda represada. Isso significa que as farmácias não conseguem dimensionar o impacto da falta de medicamentos na população, o que é uma falha grave, pois impede que ações corretivas sejam tomadas de forma eficaz.

Problemas Estruturais nas Farmácias

Outro aspecto que chamou a atenção durante a fiscalização foram as condições estruturais das farmácias. Mais de 55% das edificações visitadas estavam operando sem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Além disso, em várias unidades, foram encontrados problemas como umidade e mofo em áreas onde os medicamentos são armazenados, o que pode comprometer a integridade desses produtos.

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