Novo aciona CNJ contra presidente do TST sobre fala de “vermelhos e azuis”
Controvérsia no TST: O que está por trás da divisão entre juízes “vermelhos” e “azuis”?
Recentemente, o partido Novo decidiu tomar uma atitude enérgica e acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. A razão? Uma declaração feita pelo ministro que gerou bastante repercussão e discussão. Durante o 22º Congresso Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Vieira de Mello Filho fez uma crítica contundente a uma suposta divisão ideológica entre juízes trabalhistas, referindo-se a eles como “vermelhos” e “azuis”.
Divisão Ideológica no Judiciário?
Na ocasião, o ministro não apenas mencionou essa divisão, mas também se identificou como um dos “vermelhos”, afirmando que a diferença não era entre cores, mas entre interesses. Ele declarou: “E eu diria que não tem azul ou vermelho, tem quem tem interesse e tem quem tem causa. Nós vermelhos temos causa, não temos interesse”. Essa fala, para muitos, soou como uma quebra da neutralidade esperada de um magistrado.
A reclamação disciplinar apresentada pelo partido Novo argumenta que a postura de Vieira de Mello Filho é incompatível com os deveres da magistratura. A sigla aponta que a declaração não só fere princípios da Constituição, mas também a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura, que proíbem juízes de se envolverem em atividades de caráter político-partidário.
Críticas ao Capitalismo e Propostas de Mudança
Além da polarização entre “vermelhos” e “azuis”, Vieira de Mello Filho também fez críticas ao que chamou de “capitalismo selvagem e desenfreado”, defendendo a mudança na escala de trabalho 6×1. Essa proposta, que atualmente está em discussão no Congresso, visa proporcionar mais do que um dia de descanso por semana aos trabalhadores.
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O partido Novo vê isso como um reforço de uma percepção de alinhamento ideológico do ministro. Carolina Siebra, a advogada que lidera a ação, expressou que a exteriorização de posicionamentos como os dele pode afetar a neutralidade que deve ser mantida no Judiciário. Ela enfatiza que é fundamental que as instituições atuem para preservar a confiança pública no sistema judiciário.