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Demitida pelo whatsapp, funcionária sorteada com carro recebeu veículo usado e com problemas, diz defesa; dono de empresa foi preso pela PF

Polêmica no sorteio de carro: ex-funcionária denuncia problemas e dono da empresa é preso

No mundo dos negócios, situações inusitadas podem se tornar verdadeiros escândalos, e foi exatamente isso que aconteceu em Santos, litoral de São Paulo. A história envolve a ex-funcionária Larissa Amaral, que após ganhar um carro em um sorteio promovido pela empresa onde trabalhava, a Quadri Contabilidade, se viu em uma verdadeira encrenca. O que deveria ser uma celebração se transformou em uma série de problemas que culminaram na demissão da funcionária e na prisão do dono da empresa.

O sorteio e seus desdobramentos

Larissa foi uma das felizes contempladas em um sorteio interno que prometia um Jeep Compass modelo 2017. No entanto, a alegria rapidamente se dissipou quando ela percebeu que o veículo apresentado não estava em boas condições. De acordo com seu advogado, Larissa enfrentou uma série de problemas mecânicos, o que a levou a gastar aproximadamente R$ 10 mil em consertos. “Ela foi gastando, e aí, ela não conseguiu bancar o carro”, contou o advogado.

A demissão e as alegações da empresa

Após relatar os problemas com o carro à empresa, Larissa foi surpreendida com sua demissão, que segundo ela, foi feita de maneira abrupta e através de uma mensagem de WhatsApp. A empresa alegou que ela havia descumprido as regras do sorteio, que incluíam a proibição de vender ou alugar o veículo. No entanto, o advogado de Larissa argumenta que essas regras eram vagas e não foram apresentadas de forma clara. Além disso, o contrato do sorteio foi assinado apenas no dia da entrega do carro, o que levanta questões sobre a legalidade do processo.

A ameaça subjacente

Além da demissão, Larissa e seu advogado relataram que enfrentaram ameaças por parte da empresa. A defesa analisou a possibilidade de pedir uma indenização por danos morais, ressaltando o clima de intimidação que cercou o caso. “Ela achou muito humilhante, achou que não era por causa de nenhum dinheiro que ia se sujeitar a isso”, disse o advogado, referindo-se à exigência da empresa de que Larissa emitisse uma nota de esclarecimento admitindo culpa.

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Prisão do dono da empresa

A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, no dia 29 de agosto, o dono da Quadri Contabilidade, Rodrigo Morgado, foi preso pela Polícia Federal por posse ilegal de arma. Além disso, ele já estava sob investigação por envolvimento com tráfico internacional de drogas. Essa prisão trouxe um novo ânimo à defesa de Larissa, que se sentiu mais segura para apresentar provas e seguir adiante com o caso na Justiça.

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