“Tentei não julgar a Lena”, revela Bárbara Reis sobre “Três Graças”
Essa abordagem empática é essencial para que o público se conecte com a personagem. “Quando a gente, como atriz, acolhe completamente aquela mulher, o público tende a fazer o mesmo. A empatia vem quando você entende que ela também está sofrendo com as próprias escolhas”, acrescenta.
Desmistificando a Maternidade
Assim que Lena apareceu na trama, ela idealizou o que seria ser mãe. No entanto, a realidade logo demonstrou ser muito mais dura do que suas expectativas. Bárbara acredita que esse arco narrativo ajuda a desconstruir as visões românticas e irreais sobre a maternidade. “Quando ela vive isso na prática, percebe que não é nada como ela imaginava. Vem o caos, vêm as contradições, o medo, o apego, tudo ao mesmo tempo. E isso aproxima muito da realidade”, comenta.
A atriz menciona que as cenas mais desafiadoras foram aquelas que exigiam que Lena demonstrasse uma felicidade que, na verdade, não existia dentro dela. “Sustentar essa felicidade com uma camada de tensão por baixo exige muito controle emocional e físico; é quase como sorrir com o coração apertado o tempo inteiro”, acrescenta.
Conflitos em Tempo Real
Um dos momentos de maior tensão ocorre quando Lena interage com a mãe biológica do bebê. “Existe uma contradição muito forte nas cenas com a Joélly, em que a Lena está ali com o bebê e ouvindo perguntas como ‘o bebê já nasceu?’. Ela consegue mentir com uma certa naturalidade, mas sente a culpa imediatamente depois”, garante a atriz. Essa situação coloca em evidência o conflito interno da personagem, que é palpável e angustiante.
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Reflexões Finais
Quando questionada sobre o futuro de Lena e a possibilidade de o bebê retornar para sua mãe biológica, Bárbara é direta em seu conselho para a personagem: “Eu diria para ela confiar mais no amor, mas também ter coragem de encarar a verdade por inteiro. Porque, por mais que exista um sentimento genuíno ali, não dá para ignorar que ela ultrapassou um limite muito sério”.
Finalizando, a atriz reflete sobre a gravidade da situação: “Isso é um ato criminoso, independente da dor ou do desejo que motivaram essa escolha. Então, o conselho seria esse: não fugir das consequências”. Essas palavras soam como um alerta para todos nós sobre a importância de reconhecer as consequências de nossas ações, especialmente em questões tão delicadas quanto a maternidade.