“Tentei não julgar a Lena”, revela Bárbara Reis sobre “Três Graças”
A Profunda Dualidade de Lena em ‘Três Graças’
A reta final da novela ‘Três Graças’ está se aproximando de um clímax que promete deixar os telespectadores em suspense. Um dos pontos centrais dessa trama envolvente é a personagem Lena, que é interpretada pela talentosa Bárbara Reis, de 36 anos. A história, escrita por Aguinaldo Silva, apresenta Lena em uma situação ética extremamente complicada: ela comprou um bebê da personagem Joélly, vivida por Alana Cabral, e agora se vê presa em um amor intenso por uma criança que, na verdade, não é sua.
A Dualidade de Amor e Culpa
Para Bárbara Reis, o verdadeiro desafio de interpretar Lena reside em humanizar essa mulher complexa, sem perder de vista a gravidade das suas ações. Em uma entrevista à CNN Brasil, ela revela: “Eu tentei partir sempre do amor antes de qualquer julgamento. A Lena não é uma mulher fria ou calculista; ela é atravessada por um afeto muito genuíno”. Essa perspectiva nos leva a refletir sobre como o amor pode muitas vezes coexistir com a culpa e a dúvida.
A atriz compartilha uma reflexão profunda: “O conflito não vinha de certo ou errado, mas de como eu sobrevivo emocionalmente amando alguém que talvez eu tenha que perder?”. Essa linha de pensamento é algo que muitos pais e mães podem relacionar, pois a parentalidade é repleta de incertezas e medos sobre o futuro dos filhos.
A Construção da Personagem
Na busca por dar vida a Lena, Bárbara enfatiza que sua construção foi muito mais do que apenas decorar falas. Ela menciona que houve uma entrega física para transmitir a constante sensação de alerta que a personagem experiencia. “Fui construindo essa dualidade no corpo, na respiração, no olhar. É como se ela estivesse o tempo inteiro em alerta, mesmo nos momentos felizes”, explica.
Did you like this article?
Essa abordagem traz à tona a complexidade da maternidade, que muitas vezes é romantizada nas mídias. As dificuldades que Lena enfrenta refletem a realidade de muitas mulheres que lidam com a pressão de serem mães perfeitas, mesmo quando a vida real não se parece com a idealização que a sociedade propõe.
A Empatia do Público
Sobre a aceitação do público, Bárbara acredita que a chave está na empatia que a própria intérprete traz para a personagem. “A culpa da Lena não é pontual; ela é contínua. Eu tentei trazer isso como um ruído constante dentro dela. Ao mesmo tempo, eu busquei não julgar a personagem em nenhum momento”, diz a atriz.