Médico é preso por importunação sexual contra mais de 30 pacientes no RS
Médico é preso por importunação sexual em Taquara
Na última segunda-feira, dia 30, a cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul, se viu abalada por uma notícia alarmante. Um médico cardiologista, de 55 anos, foi detido sob a acusação de importunação sexual e fraude sexual, com mais de 30 vítimas se apresentando até o momento. O profissional, identificado como Daniel Kollet, foi preso dentro de seu consultório, localizado na Rua Guilherme Lahm, no coração da cidade.
Como tudo começou
A Polícia Civil deu início às investigações após receber denúncias sobre o comportamento inadequado do médico durante consultas. Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, o modus operandi de Kollet era bastante preocupante. Durante as consultas, ele se aproveitava do momento em que as pacientes estavam sem roupa e, sem consentimento, se aproximava delas de maneira íntima, abraçando, beijando e acariciando as mulheres.
Esse tipo de conduta é extremamente grave e, ao que parece, estava sendo praticada há pelo menos dois anos. O médico não se contentava apenas em cometer os atos, mas ao final de cada consulta, pedia que as vítimas mantivessem o ocorrido em segredo, o que demonstra a consciência de que suas ações eram erradas.
Relatos das vítimas
Durante os depoimentos, três vítimas, com idades variando entre 30 e 42 anos, relataram experiências semelhantes. O que chamou a atenção da polícia foi a coerência dos relatos, que apontavam a mesma lógica de atuação do médico. Em um dos casos mais chocantes, uma das vítimas tinha apenas 16 anos na época em que os abusos ocorreram.
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Esses relatos foram cruciais para a investigação, pois não apenas confirmaram a gravidade das acusações, mas também permitiram que as autoridades identificassem um padrão de comportamento do profissional, que se achava acima de qualquer reprovação.
Prisão e reações
Durante a prisão, que foi realizada em seu consultório, o médico teria admitido informalmente que seus abraços e toques eram feitos com a “intenção de demonstrar carinho e de orientações espirituais”. Essa declaração, no entanto, não diminui a gravidade das acusações colocadas contra ele. A polícia continua a busca por mais vítimas, com a esperança de que mais mulheres que sofreram abusos possam se manifestar.