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Operação mira grupo ligado ao Faraó do Bitcoins que movimentou R$ 320 mi

Desmantelando uma Rede de Fraudes: A Operação Pecunia Obscura no RJ

No dia 4 de outubro, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, lançou a Operação Pecunia Obscura. O objetivo da operação é desarticular uma complexa organização criminosa que, segundo as investigações, era responsável por movimentar cerca de R$ 320 milhões através de fraudes bancárias, falsificação de documentos e a famosa lavagem de dinheiro.

O Que Foi a Operação Pecunia Obscura?

A operação teve um alcance significativo, com a execução de quatro mandados de prisão e 23 ordens de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis, além de um bloqueio de até R$ 150 milhões. Essa ação é uma das maiores ofensivas contra a criminalidade financeira na Região dos Lagos e na capital fluminense.

Como a Operação Foi Conduzida?

A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC) foi a responsável pela condução da operação, em colaboração com o Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do CyberGaeco. O apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) foi fundamental para a realização das ações, que se espalharam por diversas localidades, incluindo Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama. As buscas também se estenderam a bairros da zona norte e sudoeste do Rio de Janeiro, e até mesmo em municípios como Niterói e São Gonçalo. Notavelmente, houve diligências no Maranhão, em um esforço conjunto com a Polícia Civil local.

O Início das Investigações

As investigações que levaram à Operação Pecunia Obscura começaram em março de 2021, quando uma empresa reportou um prejuízo estimado em R$ 1 milhão. Ao analisar o caso, as autoridades descobriram que o grupo criminoso havia utilizado documentos falsificados para desviar recursos da companhia, explorando uma vulnerabilidade no sistema. Essa descoberta foi o primeiro passo para uma investigação mais aprofundada.

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Relações Criminosas e Transações Suspeitas

Durante o desenrolar da investigação, as autoridades também identificaram ligações com Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, que é figura central em outras fraudes financeiras. A organização criminosa atuava principalmente na Região dos Lagos, mas tinha ramificações em estados como Minas Gerais e Maranhão. O uso de depósitos em dinheiro e empresas de fachada para ocultar a origem dos valores movimentados foi uma estratégia comum do grupo.

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