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Os três vírus que podem desencadear novas crises em 2026

Os Vírus em Ascensão: O Que Precisamos Saber sobre H5N1, Mpox e Oropouche em 2026

No último artigo publicado na revista The Conversation, o professor Patrick Jackson, especialista em Doenças Infecciosas da Universidade da Virgínia, trouxe à luz três vírus que devem estar no foco das atenções neste ano: a gripe aviária H5N1, o mpox e o menos conhecido vírus Oropouche.

Os Desafios da Gripe Aviária H5N1

A gripe aviária, especialmente a cepa H5N1, não é novidade para quem acompanha o cenário de saúde pública. Desde que foi identificada, a H5N1 se destacou pela sua capacidade de mutação e pela forma como pode saltar entre diferentes espécies. Em 2009, por exemplo, a gripe suína H1N1 provocou uma pandemia que resultou em mais de 280 mil mortes, e agora estamos novamente atentos ao H5N1.

O que torna essa cepa ainda mais preocupante é que, em 2024, ela foi detectada em vacas leiteiras nos Estados Unidos. Essa mudança de hospedeiro levantou um alerta entre os especialistas, pois o vírus já foi encontrado em rebanhos de diversos estados. Além disso, relatos de transmissão de vacas para humanos têm sido registrados, muitos deles sem sintomas óbvios. No Brasil, uma granja comercial confirmada com casos de gripe aviária em 2025 trouxe à tona o medo de que o vírus pudesse se adaptar para uma transmissão eficiente entre humanos, o que poderia ser um passo crucial para o surgimento de uma nova pandemia.

Oropouche: Um Vírus em Ascensão

O vírus Oropouche, por outro lado, é o menos conhecido entre os três, mas sua relevância está crescendo rapidamente. Transmitido por pequenos mosquitos, ele provoca sintomas que podem ser confundidos com os da gripe. Desde que foi identificado na década de 1950 em Trinidad e Tobago, ele permaneceu relativamente restrito à região amazônica. No entanto, a partir dos anos 2000, sua disseminação por outras áreas da América do Sul, Central e Caribe se intensificou.

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Em 2023, o Oropouche voltou a se destacar, com mortes associadas ao vírus sendo documentadas pela primeira vez no Brasil. A Organização Pan-Americana da Saúde relatou que até agosto de 2025, o país concentrava 90% dos casos nas Américas, com cinco mortes confirmadas. Além disso, o Oropouche já começou a aparecer na Europa, ligado a viajantes infectados, o que torna a situação ainda mais alarmante. A falta de uma vacina ou tratamento específico para esse vírus só aumenta as preocupações.

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