“Sem vontade de voltar”: mãe é expulsa de aula após levar filho à UFPA
Conflito em Sala de Aula: Estudante Quilombola e o Desafio da Maternidade
No último dia 9 de outubro, uma situação controversa ocorreu na Universidade Federal do Pará (UFPA), gerando discussões acaloradas entre alunos, professores e a comunidade acadêmica. O incidente envolveu uma estudante quilombola, Lorrany da Paixão Maia, que foi solicitada a deixar a sala de aula por estar acompanhada de seu filho pequeno. Este episódio não apenas chamou a atenção para a dinâmica de sala de aula, mas também levantou questões importantes sobre a maternidade e os desafios enfrentados por mulheres que buscam conciliar a vida acadêmica com a maternidade.
O Desenrolar do Caso
Segundo relatos, Lorrany havia tentado previamente contatar um dos professores da disciplina para explicar sua situação, informando que não poderia deixar seu filho sozinho em casa. Ao que parece, o professor lhe disse que não daria aula, mas que a docente responsável havia orientado a jovem a levar a criança com ela para a aula. Ao chegar, Lorrany se deparou com uma situação desconfortável. A professora presente na sala pediu que ela resolvesse a situação, referindo-se ao seu filho, e acabou pedindo que Lorrany saísse da sala, afirmando que não era da sua conduta ministrar aula com uma criança presente.
Em uma frase que ecoou entre muitos que ouviram o relato, a professora teria dito: “Ou você escolhe estudar, ou o seu filho”. Essa declaração gerou um clima de constrangimento, não apenas para a estudante, mas também para outros colegas que estavam na sala. Lorrany se sentiu atacada e, como se não bastasse, a docente ainda sugeriu que ela enfrentasse a realidade, mencionando que também havia deixado sua própria filha em casa para trabalhar. O que deveria ser um ambiente de aprendizado se transformou em um espaço de julgamento e desrespeito.
A Reação da Comunidade Acadêmica
Após o ocorrido, Lorrany encontrou apoio entre colegas e professores, que se mobilizaram para denunciar a situação. A jovem fez uma queixa formal à ouvidoria da UFPA, e, segundo ela, a diretoria da instituição se comprometeu a “tentar resolver” a questão. Nas redes sociais, o apoio a Lorrany cresceu, com coletivos universitários e centros acadêmicos organizando um ato em sua defesa e pedindo a expulsão da professora envolvida. Esse ato demonstrou a solidariedade entre os alunos e a determinação em lutar por um ambiente acadêmico mais inclusivo e acolhedor.
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