Saiba quem é a secretária de Tarcísio que é “ligada à esquerda”
Nos últimos dias, veio à tona uma troca de mensagens no WhatsApp entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesse bate-papo, que acabou vazando, surgiu uma polêmica envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e sua secretária de Comunicação, Laís Vita Mercês Souza. Segundo Eduardo, ela teria ligações com o PSOL, o que deixou o parlamentar incomodado.
Laís ocupa um cargo importante no governo paulista e, de acordo com Eduardo, teria um histórico “de esquerda”. Ele chegou a citar, por exemplo, que ela foi casada com Bruno Villa, jornalista que atualmente atua como assessor do presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Freixo, para quem não lembra, foi um dos nomes mais fortes do PSOL durante muitos anos — só em 2021 migrou oficialmente para o PT, partido pelo qual se elegeu deputado e depois assumiu a estatal ligada ao turismo.
Bruno Villa, o ex-marido de Laís, está com Freixo desde 2013, ainda nos tempos em que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro, na Alerj. Essa ligação acabou sendo usada por Eduardo como mais uma “prova” de que a secretária não teria perfil alinhado ao governo Tarcísio, que busca se manter como alternativa de direita, principalmente no cenário nacional.
Outro ponto lembrado é que, em 2018, Laís fez uma pequena doação de R$ 60 para candidatos do PSOL. Além disso, já trabalhou com nomes ligados ao PT, como o deputado baiano Zé Neto, hoje vice-líder do partido na Câmara, e também com Júlio Pinheiro, ex-prefeito de Amargosa (BA), que atualmente ocupa um cargo na Secretaria de Assuntos Federativos do governo Lula. Esses detalhes, para a ala bolsonarista mais dura, seriam indícios de que a secretária não deveria ocupar um espaço tão estratégico.
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A conversa entre pai e filho aconteceu no dia 24 de junho deste ano. Eduardo, já irritado, não gostou quando Jair Bolsonaro citou uma pesquisa eleitoral dizendo que, em eventual disputa, o filho poderia perder para “o molusco”, apelido usado pelo ex-presidente para se referir ao presidente Lula. A partir daí, Eduardo respondeu em tom ácido, falando que talvez fosse melhor ficar fora de cena, que Tarcísio iria “tocar suas bandeiras”, inclusive “demitindo secretárias ligadas ao PSOL”. A fala foi claramente irônica, já que o governador, até aqui, não tomou nenhuma atitude nesse sentido.