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Em 2026, eleitor vai votar para manter ou libertar Bolsonaro da prisão

Mas essa expectativa durou pouco. A prisão do ex-presidente e, especialmente, a postura firme — por alguns, considerada até inflexível — do ministro Alexandre de Moraes em mantê-lo no regime fechado reacenderam a polarização. A eleição voltou a ser emocional, identitária, quase inflamável. Virou, ao menos na percepção popular, uma disputa sobre soltar ou manter preso o maior personagem político do país nos últimos 10 anos.

E, entre uma fala dura de Moraes num evento acadêmico, os discursos inflamados de parlamentares bolsonaristas no Congresso e as tentativas do governo de evitar que a questão vire o eixo central da campanha, a sensação é de que todo mundo está girando em torno do mesmo assunto. O país parece incapaz de escapar dessa órbita.

No fim das contas, o eleitorado vai carregar nas mãos um peso que nem todos gostariam: decidir o futuro de Bolsonaro, mesmo sem ele estar na urna. É quase como se o voto deixasse de ser apenas sobre o país e passasse a ser sobre um único destino pessoal. E isso, para o bem ou para o mal, já está moldando a eleição de 2026.

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