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Ministro de Lula, Alexandre Silveira quebra protocolo e fala sobre anistia

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, resolveu abrir o jogo sobre a polêmica que vem tomando conta dos bastidores de Brasília: o chamado Projeto de Lei da Dosimetria, que discute uma possível anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Silveira, que integra o governo Lula, não fez rodeios e deixou claro que é contra o avanço dessas conversas, mesmo com parte do Congresso tentando empurrar o tema para o centro do debate político.

As declarações não foram feitas em nota oficial nem em entrevista de corredor — vieram no palco do Roda Viva, na TV Cultura, onde o ministro foi sabatinado por jornalistas de várias redações. Quando perguntado de forma direta, quase na lata, sobre o PL da Dosimetria, Silveira respondeu que o Brasil enfrenta questões muito maiores, mais “pé no chão”, como ele mesmo insinuou, do que revisões de pena ou discussões sobre anistiar quem participou da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Segundo ele, não faz sentido colocar esse assunto no topo da pauta nacional agora, num momento em que o país ainda tenta reorganizar a economia, discutir reforma tributária complementar e lidar com crises pontuais, como os efeitos do El Niño no setor energético.

Durante a entrevista, ele reforçou várias vezes que o foco do governo precisa continuar voltado para problemas práticos da população: tarifa de energia, ampliação do programa Luz para Todos, expansão da infraestrutura e as metas de transição energética que o Brasil assumiu em fóruns internacionais. Em tom mais pessoal, o ministro mineiro explicou que essa é sua visão particular sobre prioridades e sobre o jeito como a gestão Lula tem tentado conduzir o país — com entregas reais, não debates que desviam atenção.

Enquanto isso, no tablado paralelo da política nacional, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta talvez o momento mais delicado desde que deixou o Planalto. A prisão preventiva dele foi decretada recentemente, algo que gerou surpresa em alguns setores, mas que para outros já vinha se desenhando nos últimos meses. A decisão foi tomada após um pedido formal da Polícia Federal, amparado também pela Procuradoria-Geral da República.

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A justificativa central da medida foi o risco de fuga, apontado após o senador Flávio Bolsonaro convocar apoiadores para uma vigília em frente à casa do pai — onde ele cumpria medidas cautelares. A mobilização, que ganhou força rápida nas redes sociais, acendeu um alerta nas forças de segurança. Para os investigadores, aquilo poderia facilitar uma manobra inesperada, criando um ambiente favorável para que o ex-presidente escapasse da aplicação das leis. Daí veio o entendimento de que a liberdade, mesmo que restrita, já não seria suficiente para garantir o cumprimento da pena.

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