Pai se revolta e aciona a polícia após filha desenhar orixá na escola
Nos corredores da escola, o pessoal comentou que as crianças estavam mais preocupadas com o recreio e com a troca de figurinhas do álbum do Brasileirão do que com a presença dos policiais. Já os professores ficaram um pouco abalados, porque ninguém quer abrir a porta da sala e dar de cara com viatura por causa de um desenho que — sinceramente — caberia numa folha sulfite cheia de lápis de cor.
Esse episódio acabou levantando, mais uma vez, um debate que vira e mexe reaparece nas redes: até onde vai o trabalho pedagógico sobre diversidade e onde começa a interpretação errada de que isso seria “ensino religioso”. Nos últimos meses, casos parecidos surgiram em outros estados, sempre rendendo discussões calorosas no X (antigo Twitter) e em grupos de WhatsApp de pais.
No fim das contas, a escola seguiu funcionando, as aulas continuaram e o mural, infelizmente rasgado, deve ser refeito. As crianças, como sempre, parecem ser as únicas que entendem o básico: desenho é só desenho. E aprender sobre o mundo, seja sobre Iansã, sobre Pedro Álvares Cabral ou sobre o último eclipse que viralizou no TikTok, faz parte da infância — e não deveria virar caso de polícia.
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