Por que júri absolveu policial acusado de matar lutador Leandro Lo? Entenda
O Caso Leandro Lo e a Absolvição do Policial
No dia 14 de setembro de 2023, o 1° Tribunal do Júri de São Paulo trouxe à tona um desfecho inesperado no caso do ex-tenente da PM Henrique Otavio Oliveira Velozo, que foi absolvido da acusação de homicídio do renomado lutador de jiu-jitsu, Leandro Lo. A sentença foi proferida após um intenso julgamento que durou três dias no Fórum Criminal da Barra Funda.
O Julgamento e a Decisão do Júri
A decisão do Conselho de Sentença foi resultado de um debate acalorado, onde a defesa de Velozo sustentou que seu cliente agiu em legítima defesa. Os advogados apresentaram uma série de argumentos e evidências, incluindo contradições nos depoimentos de testemunhas, que, segundo eles, comprometiam a credibilidade da acusação.
Cláudio Dalledone Junior, advogado de defesa, afirmou: “Desde o início, a defesa demonstrou, por meio de provas e análises técnicas, que Henrique Velozo agiu em legítima defesa, depois de ser agredido e desmaiado por Leandro Lo. Nada encaixava com a dinâmica real dos fatos. E foi justamente isso que a defesa conseguiu expor ao longo do julgamento. Testemunha após testemunha, mostramos que o próprio conjunto probatório desmontava a versão inicial.”
O caso ganhou notoriedade não apenas pela gravidade das acusações, mas também pela figura envolvida, um atleta reconhecido nacionalmente. Leandro Lo Pereira do Nascimento, conhecido por suas conquistas como octacampeão mundial de jiu-jitsu, foi baleado na cabeça em um show na Zona Sul de São Paulo, na madrugada do dia 7 de agosto de 2022. A morte do lutador chocou o país, gerando uma onda de comoção e protestos.
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Contexto do Caso
Para entender a complexidade do caso, é essencial observar os eventos que levaram à tragédia. Durante o show no Esporte Clube Sírio, houve uma discussão entre Leandro e Velozo, que, em um primeiro momento, foi derrubado pelo lutador. Relatos indicam que o policial, após ter sido agredido, se retirou do local, mas retornou armado e disparou contra Leandro, resultando em sua morte. Este ato, segundo a acusação, foi considerado homicídio por motivo fútil.
Após o disparo, Henrique Velozo teria chutado o lutador ainda desacordado no chão. Essa ação foi um dos pontos centrais que levaram à sua prisão. No entanto, a defesa se apoiou na ideia de que havia um contexto de legítima defesa, alegando que o policial foi atacado primeiro.