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Hélio Lopes manda recado afiado e causa nas redes: “As máscaras estão caindo”

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou 100 dias nesta semana, marcando mais um capítulo tenso da política brasileira. Desde o dia 4 de agosto, Bolsonaro cumpre a decisão judicial em sua casa, em Brasília. E, segundo aliados, o clima é de revolta e oração. Um dos que mais têm se manifestado sobre o caso é o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), conhecido por sua lealdade de longa data ao ex-presidente. Em entrevista ao Pleno Time, o parlamentar classificou a situação como uma “injustiça” e uma “perseguição sem tamanho”.

— O Bolsonaro é um amigo que a vida me deu, conheço há quase trinta anos. É triste ver não só um amigo, mas um irmão preso injustamente. Ele tá aí há 101 dias, e eu digo, é uma suprema covardia, uma perseguição clara — desabafou Lopes, visivelmente emocionado durante a conversa nesta quarta-feira (12).

Segundo o deputado, ele tem participado de momentos diários de oração pela libertação de Bolsonaro e também dos demais presos por envolvimento nos atos de 8 de janeiro — episódio que ainda divide opiniões no país.

— O senador Magno Malta, que teve essa ideia, me chamou pra esse propósito. Já são 100 dias de oração pedindo a libertação do Bolsonaro e também de todos os que foram presos naquele 8 de janeiro. Porque, olha, não tem lei, não tem amparo. É só perseguição — afirmou Lopes.

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O deputado, que ficou conhecido pelo apelido “Hélio Negão”, não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, as decisões da Corte têm sido marcadas por “falta de humanidade” e “dois pesos e duas medidas”.

— Não existe sentimento de humanidade. É desumano o que estão fazendo. A justiça dos homens falha, mas a de Deus não. Então, é pra Ele que a gente tem orado, pedindo que abençoe e faça a verdadeira justiça acontecer — completou.

Hélio Lopes também comentou que o episódio de 8 de janeiro, apesar de tudo, serviu para “mostrar quem é quem” na política. Segundo ele, muitas máscaras teriam caído nos últimos meses.

— O lado bom disso tudo é que dá pra ver quem realmente tá do lado do Bolsonaro. Muita gente se dizia apoiadora só na época da eleição. Agora, que ele mais precisa, poucos aparecem. Eu não quero citar nomes, mas eu tô fazendo minha parte: orando, intercedendo, pedindo pra que no tempo de Deus as coisas mudem — declarou o deputado.

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