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A verdade chocante sobre Everaldo, o pai de Eloá: crimes, fugas e mistérios

A Netflix surpreendeu muita gente nesta quarta-feira (12/11) ao lançar o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo. A produção traz, entre outros depoimentos fortes, o de Everaldo Pereira dos Santos, pai de Eloá Pimentel — a adolescente que, em 2008, foi sequestrada e acabou morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves. A história, que parou o Brasil na época, volta agora à tona com novos olhares e detalhes que continuam chocando.

O curioso — e até contraditório — é que Everaldo, que aparece emocionado no documentário, também carrega um passado pesado. Em Alagoas, ele era conhecido como matador de aluguel e chegou a integrar a chamada “Gangue Fardada”, um grupo de extermínio que atuou com brutalidade nos anos 90. O nome dele já circulava nos bastidores da polícia muito antes da tragédia que tiraria a vida de Eloá.

Lá em 1991, Everaldo fugia da polícia alagoana quando foi condenado a 33 anos de prisão pelo assassinato do delegado Ricardo Lessa e do motorista dele — um caso que marcou o estado na época. Durante a fuga, ele trocou de identidade e passou a se chamar Aldo José da Silva. Sob esse nome falso, viveu em São Paulo por longos 15 anos. O destino, porém, acabou o alcançando de uma forma cruel: justamente durante a repercussão nacional do sequestro da filha, ele foi finalmente reconhecido e capturado.

O sequestro que mobilizou o país

Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg, com apenas 22 anos, invadiu o apartamento onde morava sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, então com 15. Era pra ser só uma conversa, como ele dizia, mas virou uma das crises mais longas e tensas da história policial recente: mais de 100 horas de cárcere privado, transmitidas praticamente ao vivo pela TV.

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Eloá e sua amiga Nayara ficaram todo esse tempo sob mira de uma arma, enquanto o país acompanhava cada movimento daquele drama. Quando a polícia decidiu entrar no apartamento, o desfecho foi trágico: Lindemberg atirou contra as duas jovens. Nayara foi baleada no rosto, mas sobreviveu. Eloá, atingida por dois tiros, não resistiu e morreu horas depois no hospital.

Lindemberg recebeu uma pena inicial de 98 anos e 10 meses. Em 2013, após recursos e revisões, a sentença caiu para 39 anos e três meses, mas ainda assim ele permanece preso em Tremembé, no interior de São Paulo — unidade onde também estiveram vários outros criminosos de repercussão nacional.

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