Momentos antes da morte, mensagem da Japinha do CV para amiga choca a web
De acordo com os agentes, o corpo da jovem foi encontrado perto de um dos acessos principais da comunidade, ainda com o colete tático e a roupa camuflada. Testemunhas afirmam que ela resistiu à abordagem e chegou a atirar contra os policiais, sendo então atingida fatalmente por um disparo de fuzil na cabeça.
A operação em que ela morreu foi considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro. O Palácio Guanabara informou que 2,5 mil agentes participaram da ação, entre policiais civis, militares e integrantes de unidades especiais. O foco era conter o avanço territorial do Comando Vermelho e enfraquecer sua base logística — que, segundo o governo, vinha se expandindo perigosamente.
Moradores de regiões como Grota, Fazendinha e Vila Cruzeiro contaram que o barulho dos tiros e explosões começou ainda de madrugada e só diminuiu quando o dia amanheceu. Muitos se trancaram em casa, com medo de sair até para buscar comida. Apesar do cerco pesado, parte dos criminosos conseguiu escapar por túneis e passagens camufladas entre casas e muros — uma estratégia antiga, que lembrou a famosa invasão ao Complexo do Alemão, em 2010, quando o país inteiro assistiu pela TV à fuga em massa dos traficantes.

Penélope, que um dia se apresentou como “soldado fiel do CV”, teve um fim violento, dentro da guerra que ela mesma ajudava a sustentar. Sua morte virou símbolo do retrato cruel de um Rio dividido entre o medo e o poder paralelo — onde, muitas vezes, o glamour do crime nas redes sociais termina do jeito mais trágico possível: com o silêncio de um fuzil.
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