Mãe e filha perde a vida após queda brutal em hotel de BH
A tarde desta segunda-feira (1º) terminou de forma trágica no Centro de Belo Horizonte e deixou a cidade em choque. Uma mulher de 32 anos e a filha dela, de apenas 6, morreram depois de caírem do 10º andar de um prédio localizado na Rua Espírito Santo, ali pertinho da esquina com a Santos Dumont — uma região supermovimentada, cheia de hotéis, comércios e fluxo de ônibus. Muita gente que passava pelo local parou, sem entender direito o que tinha acabado de acontecer. Esse tipo de cena, infelizmente, lembra outros episódios recentes que geraram debates no país inteiro sobre saúde mental, estresse pós-pandemia e até o impacto da crise econômica na vida das famílias.
A Polícia Civil de Minas Gerais chegou rápido ao local e fez aquele procedimento de praxe: isolamento da área, trabalho da perícia e coleta de relatos de quem presenciou. Logo depois, os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), que costuma centralizar esse tipo de demanda na capital mineira. Lá, passaram por necropsia e foram liberados para a família ainda na noite de segunda, num processo doloroso que ninguém imagina ter que enfrentar, mas que acaba mostrando o quanto essas instituições trabalham em situações extremamente delicadas.
Enquanto isso, os peritos seguem analisando imagens, marcas no quarto e qualquer detalhe que possa ajudar a esclarecer o que ocorreu. Pelas primeiras informações — e sempre frisado que é tudo preliminar — a suspeita é de que a mulher tenha dopado a filha antes de lançá-la pela janela e, logo em seguida, tirado a própria vida. Essa versão veio principalmente do depoimento da filha mais velha, uma adolescente de 13 anos, que estaria no cômodo no momento da tragédia. Segundo ela, conseguiu fugir do quarto depois de ver a mãe jogando a irmã para baixo. Só de imaginar a cena, já dá um aperto no peito.
A menina mais velha está recebendo acompanhamento psicológico, de acordo com relatos de pessoas próximas. Nos últimos anos, casos envolvendo crianças e adolescentes têm recebido atenção especial por parte dos serviços de proteção, principalmente depois da repercussão nacional de episódios como o de Blumenau, em 2023, e de outras situações que colocaram em pauta o atendimento emocional de jovens. Em BH, não é diferente: a rede pública costuma acionar equipes do Conselho Tutelar e psicólogos especializados para evitar que a violência cause danos ainda maiores.
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