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Vídeo: Imagens chocantes, drones mostram fila de corpos após megaoperação no Rio

Imagens fortes de drones revelaram uma cena chocante na Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, depois da megaoperação policial desta terça-feira (28). Corpos enfileirados, cobertos por panos e lonas, tomaram conta do local, transformando a praça em um cenário de guerra. Segundo as autoridades, já são mais de 132 mortos e 113 presos — números que colocam a ação como a mais letal da história do estado.

Os registros aéreos mostram agentes tentando organizar o caos: caminhonetes do IML chegando, corpos sendo removidos um a um, enquanto curiosos e familiares observavam de longe, em meio a lágrimas e gritos de desespero. Muitos dos mortos ainda não foram identificados oficialmente. Estima-se que cerca de 70 cadáveres tenham sido enfileirados para reconhecimento.

A megaoperação

A ação começou logo nas primeiras horas da manhã e teve como alvo o Comando Vermelho (CV), facção que domina boa parte das comunidades cariocas. De acordo com o governo estadual, o foco era desarticular a estrutura do grupo e apreender armamentos pesados, especialmente fuzis.

Entre as vítimas, há quatro policiais — dois civis e dois militares. O governador Cláudio Castro (PL) classificou o episódio como “um dia histórico no enfrentamento ao crime organizado”, chamando os criminosos de “narcoterroristas”. Segundo ele, a operação foi um “sucesso” e as únicas vítimas, “de fato”, seriam os policiais.

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Mas essa narrativa está longe de ser consenso. Moradores da região classificaram o episódio como um massacre, uma chacina sem precedentes. Nas redes sociais, vídeos e depoimentos de quem presenciou os confrontos viralizaram, questionando a proporção da ação e o uso de força letal. “Aqui não foi operação, foi extermínio”, disse um morador em um vídeo que circula no X (antigo Twitter).

O desespero das famílias

Enquanto o sol se punha sobre o bairro da Penha, dezenas de familiares se aglomeravam na Praça São Lucas em busca de notícias. A maioria, mulheres — mães, esposas, irmãs — que se ajoelhavam no chão diante dos corpos cobertos. O choro era coletivo. Uma das cenas mais marcantes registrada por repórteres mostra uma mulher abraçada ao corpo de um parente, repetindo em prantos: “Por que ele saiu de casa?”

Os relatos indicam que muitos dos mortos não tinham envolvimento direto com o tráfico, mas acabaram pegos no fogo cruzado. “Meu filho tava indo pro trabalho”, contou uma mãe, inconsolável, em entrevista à TV local. A polícia, por outro lado, afirma que todos os alvos da operação eram suspeitos de integrar a facção criminosa.

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