Forças Armadas negou três pedidos para apoio de blindados ao RJ, diz Castro
Governador do Rio de Janeiro pede apoio das Forças Armadas em meio a crise de segurança
No dia 28 de outubro de 2025, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, fez declarações impactantes sobre a situação de segurança no estado. Ele afirmou que o governo estadual vem tentando estabelecer um diálogo com as Forças Armadas e que já fez três solicitações de apoio em forma de blindados ao Exército, todas sem sucesso. A situação é alarmante e preocupa não só as autoridades, mas também a população que vive diariamente sob a sombra da violência.
Um pedido de socorro
Castro expressou que o estado do Rio de Janeiro se sente “sozinho” em sua luta contra o crime organizado e pediu por uma maior integração com o governo federal. Essa declaração foi feita em um contexto muito tenso, já que a Polícia do Rio estava conduzindo uma megaoperação no Complexo do Alemão, que resultou em pelo menos 60 mortes. “Essa é uma guerra que está passando dos limites de onde o estado deveria estar sozinho defendendo”, afirmou o governador, enfatizando a necessidade de apoio militar em situações de crise.
A natureza da operação
O governador destacou que a operação em andamento não pode ser considerada uma ação de segurança pública convencional; ele a descreveu como uma “operação de defesa”. Segundo ele, essa situação já deveria ter sido tratada com o devido apoio das forças federais. “Já era para estar tendo um trabalho de integração com as forças federais”, disse, apontando para a falta de um planejamento conjunto que poderia ter evitado a escalada de violência.
Desafios na comunicação
Quando questionado sobre a possibilidade de manter um diálogo com as Forças Armadas, Castro confirmou que pretende continuar tentando. Contudo, ele enfatizou que as respostas negativas para os pedidos de apoio foram constantes. “Cada dia, nós temos uma ‘razão’, para não ser mal-educado, de não emprestar e de não estar colaborando”, disse, revelando sua frustração com o sistema. A justificativa apresentada para a negativa do apoio é a necessidade de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que permitiria o uso das Forças Armadas em situações de grave perturbação da ordem pública.
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