Após tentar absolver Bolsonaro, Fux pede para sair da 1ª Turma do STF; entenda
Se Fux realmente for transferido, a vaga na 1ª Turma ficaria pra um futuro indicado do presidente Lula, o que reforçaria o grupo que tem atuado firmemente contra os movimentos extremistas. Já a 2ª Turma ganharia um perfil bem mais conservador — três dos cinco integrantes teriam vínculos ou simpatias pela direita bolsonarista. Isso poderia mudar o equilíbrio de decisões em casos importantes, inclusive aqueles que envolvem investigações da era Bolsonaro.
Mais do que uma simples mudança de cadeira, o gesto de Fux soa como um recado ruim à sociedade. Num momento em que o país tenta se reerguer institucionalmente e recuperar a confiança na Justiça, ver um ministro tentando escolher o “melhor time” pega mal, muito mal. O STF não pode parecer um clube onde os juízes decidem com quem querem jogar.
A bola agora está com Fachin. Se ele quiser preservar a credibilidade do Supremo, o caminho é dizer não. Caso contrário, a Corte corre o risco de se transformar num campo minado de vaidades — e o Brasil, de novo, será quem paga a conta.
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