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Moraes não poupa palavras e vota contra núcleo da desinformação bolsonarista

“Os elementos de prova mostram que Denicoli mantinha vínculo estável e permanente com os demais integrantes, ajudando a fiscalizar adversários políticos e produzindo material para as milícias digitais propagarem desinformação”, destacou Moraes.

De acordo com o relator, houve uso indevido da estrutura da Abin para disseminar informações falsas sobre supostas vulnerabilidades nas urnas eletrônicas e criar a impressão de que o resultado das eleições seria fraudulento. “Ficou demonstrado que o objetivo era deslegitimar a Justiça Eleitoral e, por consequência, a própria democracia brasileira”, concluiu.

O julgamento deve continuar ao longo do dia e há expectativa de que seja concluído ainda nesta terça-feira, com a definição sobre a culpa ou inocência dos réus e, em caso de condenação, a dosimetria das penas. Caso não haja tempo suficiente, a Primeira Turma já deixou marcada uma sessão extra para quarta-feira, dia 22 de outubro.

Nos bastidores, comenta-se que os votos de Zanin e Dino podem definir o tom final da decisão, enquanto Fux e Cármen Lúcia tendem a acompanhar a linha do relator. O clima é de tensão — tanto no plenário quanto fora dele, já que o tema reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o papel das redes sociais em momentos críticos da política nacional.

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