Após derrota de MP, Lula diz que governo pensará como taxar fintechs
Lula e a Nova Taxação das Fintechs: O Que Isso Significa para o Brasil?
No dia seguinte à perda de validade da Medida Provisória (MP) que apresentava alternativas para o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou, afirmando que na próxima semana o governo começará a discutir propostas para taxar as fintechs. Essa declaração foi feita durante uma entrevista à Rádio Piatã, onde Lula compartilhou detalhes sobre suas interações com ministros do governo após a retirada da MP da pauta da Câmara dos Deputados.
A Repercussão da MP e o Papel das Fintechs
Na quarta-feira, dia 8, o plenário da Câmara decidiu não prosseguir com a MP, que estava prevista para gerar um montante de R$ 17 bilhões aos cofres da União. Este valor, em um ano eleitoral como 2026, poderia ter um impacto significativo nas finanças públicas. Em sua fala, Lula relatou que já havia se comunicado com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, logo após essa decisão.
“Eu liguei para o Haddad, para a Gleisi e falei: Vamos relaxar, não vamos perder o nosso final de semana discutindo o que aconteceu no Congresso Nacional”, disse o presidente, enfatizando a necessidade de manter a calma diante das adversidades políticas.
As Fintechs e a Tributação
Lula destacou que, em seu retorno a Brasília, após uma viagem à Itália, irá reunir o governo para discutir como implementar uma proposta que assegure que o sistema financeiro, em especial as fintechs, contribua de forma justa com o país. Ele argumentou que algumas fintechs já são maiores que bancos tradicionais e, portanto, devem arcar com a responsabilidade de pagar impostos adequados.
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A Tristeza de Lula com a Decisão da Câmara
Durante a mesma entrevista, Lula expressou sua decepção com a decisão da Câmara em deixar a MP caducar. Para ele, essa não foi uma derrota do governo, mas sim uma derrota do povo brasileiro. “Eu fico muito triste, porque ontem o Congresso Nacional poderia ter aprovado para que os ricos pagassem um pouco mais de imposto,” comentou o presidente. Ele ressaltou a discrepância entre a carga tributária suportada pela classe trabalhadora e a resistência dos mais ricos em contribuir com o fisco.