Vídeo: Pastora mirim repercute após expulsar demônio de mulher
Nos últimos dias, um vídeo chamou bastante atenção nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok, plataformas onde tudo se espalha rápido demais. Nele, uma cena inusitada: uma criança de apenas 10 anos aparece em cima do púlpito de uma igreja em Mato Grosso do Sul expulsando o que ela mesma chama de “satanás” do corpo de uma mulher. A pregadora mirim se chama Julia Ortiz, e apesar da pouca idade, já acumula mais de 200 mil seguidores no Instagram — número que muito influencer adulto aí sonharia em ter.
Julia, apelidada por fiéis e curiosos como “pastora mirim”, compartilhou a gravação onde aparece segurando um punhado de sal grosso e repetindo frases de ordem, como se estivesse numa verdadeira batalha espiritual. “O que você quer fazer da vida dela? Vai, satanás. Sai da vida dela. Sai do espírito dela. Eu te repreendo, em nome de Jesus, em nome do Senhor Deus”, grita a menina, com uma firmeza que impressiona até quem assiste pelo celular.
A cena dividiu opiniões. De um lado, há quem ache bonito ver uma criança tão envolvida na fé, dizendo que ela é “um milagre de Deus” e que sua missão já teria começado. De outro, críticas mais duras: muitas pessoas questionam até que ponto uma criança deve estar exposta a esse tipo de responsabilidade, ainda mais com câmeras gravando tudo e jogando o conteúdo para milhares de desconhecidos online.
Vale lembrar que não é a primeira vez que o tema de pregadores mirins entra em debate. Nos últimos meses, casos parecidos ganharam repercussão. O mais recente envolveu Miguel Oliveira, de 15 anos, outro “pastor mirim” bastante conhecido nas redes. Ele chegou a ser afastado de suas atividades por recomendação do Conselho Tutelar de São Paulo, justamente porque órgãos de proteção à criança entendem que pode haver um excesso nessa exposição religiosa precoce. Julia, inclusive, publicou há pouco tempo um vídeo ao lado dele, mostrando que os dois se apoiam e caminham juntos nessa vida de fé.
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O vídeo atual reacende uma discussão que já rolava há algum tempo: até onde vai a fé genuína e onde começa a exploração da imagem de uma criança? Em pleno 2025, com tanta coisa acontecendo — desde brigas políticas no Congresso até casos de crianças prodígio no esporte e na música — fica quase impossível não pensar no quanto a internet acelera processos que antes demoravam anos para amadurecer. Julia, que mal chegou à adolescência, já vive a rotina de uma figura pública: seguidores cobrando, apoiadores exaltando, críticos atacando.