Após 20 anos, paradeiro de Priscila Belfort previsto por vidente assusta a todos
O desaparecimento de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, continua sendo um daqueles mistérios que marcam a memória coletiva do Brasil. Já se passaram mais de duas décadas desde aquele 9 de janeiro de 2004, quando a jovem de 29 anos saiu para almoçar durante o expediente na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro e nunca mais voltou. O caso, que sempre despertou curiosidade e indignação, voltou a ganhar repercussão recentemente, após declarações da sensitiva Bianca Godói sobre o suposto paradeiro da jovem.
Bianca usou suas redes sociais para relatar uma visão que, segundo ela, surgiu durante contato com guias espirituais. De acordo com a sensitiva, imagens simbólicas apareceram no instante em que visualizou o rosto de Priscila. “Foi muito forte, apareceu uma estrada de terra, um acostamento e depois uma planta conhecida como coroa-de-cristo”, contou. Esse detalhe chamou atenção porque a vegetação citada é comum em determinadas regiões do Rio e do interior fluminense.
A vidente ainda foi além: disse que, naquele mesmo espaço, estariam os restos mortais de Priscila e que, em breve, haveria uma movimentação grande da mídia, inclusive com a possível descoberta de um objeto pessoal ligado a ela. Evidente que esse tipo de revelação gera polêmica — há quem acredite, há quem critique, lembrando que o caso já foi alvo de inúmeras denúncias anônimas que acabaram em frustração.
Voltando um pouco no tempo, vale lembrar como a investigação se desenrolou. No próprio dia do desaparecimento, Vitor Belfort registrou um boletim de ocorrência. A família, desesperada, iniciou buscas por conta própria, colando cartazes e pedindo ajuda à imprensa. A polícia, inicialmente, chegou a considerar a hipótese de sequestro, mas nenhum pedido de resgate foi feito.
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O Disque Denúncia chegou a receber dezenas de ligações ao longo de 2004. Algumas pistas eram promissoras, mas nenhuma resultou em avanço real. Em julho daquele ano, um homem conhecido como Dão foi preso sob suspeita de envolvimento. Supunha-se que sua quadrilha tivesse ligação com o desaparecimento. Mas a prisão durou pouco: apenas cinco dias, já que não havia provas concretas.
Depois, em setembro, agentes realizaram uma operação no Morro da Providência. A denúncia era de que Priscila estaria mantida em uma garagem. Nada foi encontrado. A frustração da família aumentava a cada tentativa sem sucesso. Já em dezembro, apareceu outro fio de esperança: a descoberta de um corpo carbonizado que poderia ser dela. Porém, exames de DNA descartaram essa possibilidade.