Polícia divulga a causa da morte de casal em banheira de motel
Na manhã desta quarta-feira (1º de outubro), está marcada uma coletiva que deve trazer luz sobre um dos casos mais comentados dos últimos meses em Santa Catarina: a morte do policial militar Jefferson Sagaz e da esposa dele, a empresária Ana Carolina Silva. O casal foi encontrado sem vida em 11 de agosto deste ano, dentro de uma banheira de motel em São José, região da Grande Florianópolis.
O assunto ganhou repercussão não só pelo perfil dos envolvidos — um PM e uma jovem empresária bastante conhecida no meio local —, mas também pelo mistério que cercava as circunstâncias da tragédia. Na época, familiares, amigos e até mesmo curiosos nas redes sociais chegaram a levantar hipóteses de crime, choque elétrico e até de suicídio. Mas agora, depois de quase dois meses de apuração, a Polícia Civil finalizou o inquérito e deve apresentar os resultados oficiais.
Segundo informações que circulam nos bastidores da investigação, a conclusão é que não houve crime. O relatório aponta para uma combinação infeliz de fatores: consumo de bebida alcoólica, uso de drogas e o efeito da água quente da banheira. O casal teria perdido a consciência ainda dentro do espaço e, sem conseguir reagir, acabou sendo vencido pelas condições do ambiente, o que teria levado às mortes.
É um desfecho que surpreende, mas que também ajuda a explicar o porquê de os corpos terem sido encontrados sem sinais de violência ou qualquer marca de eletrocussão. Esse detalhe foi reforçado pelos investigadores logo nos primeiros dias, mas ainda assim muita gente desconfiava. Afinal, é difícil acreditar que duas pessoas jovens e aparentemente saudáveis simplesmente “apagassem” assim.
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Naquele dia 11 de agosto, a família estava aflita. Ana Carolina e Jefferson tinham sido vistos pela última vez na noite anterior. Eles passaram a tarde em um food park, comemorando o aniversário de quatro anos da filha. Era para ser uma noite de celebração em família. Mais tarde, seguiram para um barzinho e lá permaneceram até por volta das 23h30. Depois disso, desapareceram. No dia seguinte, tinham combinado de buscar a filha, que havia ficado com a irmã de Jefferson, mas não apareceram. Foi então que a angústia começou a tomar conta dos familiares.
Quando a notícia da localização dos dois no motel veio à tona, a comunidade ficou em choque. Além do peso da tragédia, o caso mexeu com a opinião pública porque mostrava um lado frágil de pessoas que, em tese, estavam vivendo uma fase tranquila da vida: ele, com carreira consolidada na polícia, e ela, empreendedora em ascensão.