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Bebidas com metanol: polícia faz nova vistoria em quatro estabelecimentos

Intoxicação por Metanol: A Polêmica das Bebidas Adulteradas em São Paulo

Nesta quarta-feira (1), a Polícia Civil realizou uma nova operação em quatro estabelecimentos na Grande São Paulo. O foco da investigação é a presença de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, uma substância extremamente tóxica que pode causar sérios danos à saúde. Os locais alvos da fiscalização incluem dois bares no bairro da Bela Vista e outros dois na cidade de Barueri.

A questão é alarmante, pois, segundo dados do governo de São Paulo, já foram registrados 22 casos de intoxicação por metanol no estado. Desses, 15 são considerados suspeitos, incluindo quatro óbitos. Além disso, outros sete casos já foram confirmados como contaminações após a ingestão de bebidas adulteradas, com uma morte entre esses registros. Essa situação levanta um sinal de alerta sobre a segurança das bebidas que estão sendo vendidas.

Operações de Fiscalização Intensificadas

Entre os dias 29 e 30 de setembro, a Vigilância Sanitária interditou três bares na Grande São Paulo. Na capital, dois desses estabelecimentos foram fechados nos bairros dos Jardins e da Mooca, onde foram apreendidas mais de 800 garrafas de bebidas sem rótulo ou comprovação de origem. Além disso, em São Bernardo do Campo, um bar foi interditado e várias bebidas foram enviadas para perícia policial.

Um dos bares interditados, conhecido como “Ministrão”, localizado na Rua Ministro Rocha Azevedo, foi mencionado por Manoel Bernardes, diretor do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, como um local que adquiriu bebidas de um vendedor de rua. Essa prática levanta questões sobre a responsabilidade dos proprietários em garantir a segurança dos produtos que estão oferecendo aos clientes.

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Declarações do Proprietário do Ministrão

José Rodrigues, que tem administrado o bar por 22 anos, se manifestou após a interdição. Ele negou ter vendido qualquer bebida falsificada e expressou sua tristeza ao saber que o laudo indicou a presença de metanol. “Não sei se a vodka é falsa. No meu comércio nunca entrou”, afirmou. Ele argumentou também que a frequência de clientes em seu bar é composta por pessoas conhecidas da região, enfatizando que jamais compraria produtos adulterados.

José admitiu que frequentemente compra bebidas de vendedores de rua, que muitas vezes não apresentam nota fiscal. Essa situação é bastante comum em diversas regiões, onde a pressa e a falta de opções levam os proprietários a adquirir produtos de maneira inadequada. Ele ainda ressaltou que um cliente que consumiu vodka em seu bar era uma pessoa de sua confiança. “A frequência aqui é tudo familiar, gente do bairro”, disse.

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