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Às vésperas da prisão, Bolsonaro encontra-se em depressão e com crises de choro

Às portas de uma das semanas mais tensas da sua vida pública, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem enfrentado um momento de grande instabilidade emocional. Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, publicadas na Folha de S.Paulo, pessoas próximas ao ex-chefe do Planalto relataram que ele tem chorado com frequência e se mostrado bastante fragilizado diante da possibilidade real de uma condenação e até prisão.

Fontes ligadas ao entorno político do ex-presidente disseram que o clima na casa onde ele vive, em Brasília, é de apreensão constante. Bolsonaro estaria mais recluso, evita longas conversas e passa boa parte do dia em silêncio, ora rezando, ora acompanhando as notícias pela TV, principalmente os noticiários da CNN Brasil e da Jovem Pan.

Saúde física e mental em xeque

Apesar de ter se recuperado fisicamente de um episódio recente de soluços intensos — crise que chegou a deixá-lo sem conseguir concluir frases e até provocava vômitos —, o quadro psicológico de Bolsonaro piorou nas últimas semanas. Pessoas que o visitaram afirmam que o ex-presidente parece abatido, fala pouco e demonstra sinais claros de depressão. “Ele tá desanimado, parece sem rumo”, teria dito um aliado que preferiu não se identificar.

Médicos e assessores próximos tentam convencê-lo a buscar acompanhamento psicológico, mas o ex-presidente resiste. Ele teria dito, segundo uma pessoa próxima, que “não é homem de terapia”, embora o próprio círculo mais íntimo reconheça que a situação “saiu do controle”.

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Crise política e perda de apoio

Além da tensão emocional, Bolsonaro encara um cenário político que parece se desmoronar a cada dia. O projeto de anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro, que vinha sendo articulado por aliados no Congresso, está completamente parado. Mesmo figuras historicamente leais ao ex-presidente, como alguns deputados do PL e do Republicanos, têm se mostrado mais cautelosos, evitando defendê-lo publicamente.

Outro ponto citado por Bergamo é o enfraquecimento do apoio internacional. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que antes era uma das vozes mais entusiastas do bolsonarismo, tem mantido distância nos últimos meses. Fontes afirmam que o republicano americano estaria concentrado em sua própria campanha e não vê vantagem em se associar a um aliado em crise.

Enquanto isso, a direita brasileira parece sem rumo. Há quem defenda uma “renovação de lideranças”, citando nomes como Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e até Romeu Zema como possíveis herdeiros políticos. Mas a verdade é que o campo conservador está rachado, sem uma figura capaz de unir todas as alas.

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