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Tarcísio tem 1ª reunião com Jair Bolsonaro após condenação

Outro detalhe interessante: a visita acontece num momento em que a direita busca redefinir seus rumos após sucessivas derrotas e divisões internas. A esquerda, com Lula no comando, segue ocupando espaço e impondo sua narrativa. Enquanto isso, o campo bolsonarista se divide entre a defesa quase religiosa de Bolsonaro e a necessidade prática de encontrar um novo nome viável. Nesse tabuleiro, Tarcísio pode até não querer o papel de protagonista agora, mas dificilmente conseguirá escapar da pressão.

O encontro desta segunda, mesmo sem discursos oficiais, deixa mensagens implícitas. A primeira é que Bolsonaro ainda mantém forte poder de articulação, mesmo recluso. A segunda é que Tarcísio, goste ou não, é visto como sucessor natural, algo que pode ser tanto benção quanto fardo. Basta lembrar como outros políticos que surgiram como “planos B” acabaram sendo engolidos pela expectativa ou pela própria máquina eleitoral.

De qualquer forma, o gesto do governador paulista de visitar Bolsonaro não pode ser lido apenas como amizade ou solidariedade pessoal. É também movimento político, calculado no detalhe. Se será suficiente para unir uma direita fragmentada, só o tempo dirá. Por enquanto, a única certeza é que a corrida de 2026 já começou — mesmo para quem insiste em dizer que não está correndo.

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