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Bebidas alcoólicas adulteradas com metanol causam pelo menos três mortes no Brasil

Intoxicação por Metanol: O Perigo Oculto nas Bebidas Alcoólicas

Nos últimos dias, a cidade de São Paulo e a região metropolitana têm enfrentado uma crise alarmante com a morte de pelo menos três pessoas devido à intoxicação por metanol. Além disso, existem outros dez casos sob investigação que podem estar relacionados à mesma substância, conforme as informações divulgadas pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo.

As bebidas alcoólicas, como gim, whisky e vodka, estão no centro dessa preocupação, com a suspeita de que estejam adulteradas com metanol. Mas o que exatamente é o metanol e quais são os seus efeitos devastadores no organismo humano?

O que é Metanol?

O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um biocombustível que possui características altamente inflamáveis. Ele é produzido através de diversas técnicas, incluindo a destilação destrutiva da madeira e a utilização da cana-de-açúcar, além de ser derivado de gases fósseis. Segundo Alvaro Pulchinelli Junior, um médico toxicologista e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), essa substância é amplamente utilizada na indústria química, como solvente e na fabricação de tintas e vernizes.

Importante ressaltar que o metanol não possui uso para consumo humano, ou seja, não deveria estar presente em alimentos ou bebidas. No entanto, em alguns casos, ele é utilizado na produção de bebidas falsificadas, o que pode ser extremamente perigoso. Um dos pontos alarmantes destacados por Pulchinelli é que o metanol não tem cheiro nem sabor. Isso significa que uma pessoa pode ingerir uma bebida adulterada sem perceber, o que aumenta o risco de intoxicação.

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Sintomas da Intoxicação por Metanol

Os primeiros sinais de intoxicação por metanol podem ser confundidos com os de uma embriaguez comum, como fala pastosa e reflexos diminuídos. Contudo, algumas horas após a ingestão, a situação se agrava. Os sintomas podem incluir náuseas, vômitos e efeitos que afetam o sistema nervoso central, como sonolência e, em casos graves, a perda de visão. Este último é um dos impactos mais sérios do consumo de metanol.

Conforme alertado pelo toxicologista, a visão pode se tornar borrada, brilhante e, em seguida, a pessoa pode enfrentar uma diminuição significativa da visão, podendo evoluir para um quadro de cegueira. No dia 28 de setembro, a Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) fez um pronunciamento alertando sobre o risco de neuropatia óptica por metanol, uma condição severa que pode levar à cegueira irreversível.

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