Cantora Neném passa por cirurgia tripla e médica esclarece riscos
A cantora Neném, que faz dupla com a irmã Pepê, pegou muita gente de surpresa ao contar que encarou uma cirurgia plástica tripla. Não foi pouca coisa não: no mesmo procedimento ela fez mamoplastia, abdominoplastia e lipoescultura. Tudo isso em um centro cirúrgico, cercada por uma equipe especializada, e segundo ela, correu tudo bem.
Esse tipo de transformação estética sempre gera curiosidade. Afinal, quem nunca ouviu alguém dizer “ah, vou juntar tudo numa cirurgia só e resolver de vez”? Mas a verdade é que, por trás do glamour, tem muito detalhe técnico e cuidados sérios que precisam ser considerados. A revista CARAS Brasil, por exemplo, conversou com a cirurgiã plástica Heloise Manfrim, que explicou direitinho os pontos principais sobre esse tipo de intervenção.
O que seria essa tal cirurgia plástica tripla?
De acordo com a médica, esse tipo de procedimento até é comum, mas não dá pra tratar como se fosse algo simples. Ela até citou o termo “Super Mommy”, que está em alta entre pacientes. Nessa modalidade, costuma-se associar mastopexia (levantamento das mamas, com ou sem prótese) à abdominoplastia, além da lipoaspiração em áreas como costas e, em alguns casos, até um retoque nos glúteos.
O grande porém é o tempo de cirurgia. A doutora Heloise ressalta que não dá pra deixar o paciente horas e horas na mesa. A não ser, claro, quando há mais de um cirurgião atuando junto, porque aí dá pra dividir tarefas e agilizar o processo. Caso contrário, os riscos aumentam, e isso é tudo o que se quer evitar.
How many pets have you had?
Ela deixou um alerta importante: quem opta por médicos que trabalham sozinhos dificilmente deveria se submeter a um procedimento desse porte. É uma recomendação dura, mas faz todo sentido quando se pensa na segurança.
Idade é um empecilho?
Muita gente tem a ideia de que cirurgia plástica só pode ser feita até certa idade, mas a especialista desmistifica isso. Para ela, não é o número no RG que conta, e sim as condições de saúde da paciente.
Ela até contou casos de mulheres de 83 anos que passaram por cirurgias faciais sem complicação, e de outras com 76 que fizeram procedimentos corporais tranquilamente. O que realmente pesa é se a pessoa tem alguma doença mal controlada, como diabetes, hipertensão ou obesidade. Nessas situações, primeiro é preciso estabilizar o quadro antes de pensar em bisturi. Fora isso, idade, por si só, não é um impeditivo.