Presos e foragidos: veja como está investigação da morte de ex-delegado
O Assassinato de Ruy Ferraz Fontes: Uma Execução Planejada e suas Repercussões
No dia 12 de setembro de 2023, o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi brutalmente assassinado em Praia Grande, litoral paulista. Este crime, que chocou a sociedade, resultou na prisão de quatro suspeitos e na busca por três foragidos. Fontes, que tinha 63 anos e ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande, era conhecido por sua atuação firme contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das facções criminosas mais temidas do Brasil.
O Crime
A execução de Ruy Ferraz Fontes foi marcada por um planejamento meticuloso e demonstração de força. Fontes foi perseguido em alta velocidade e, ao ser cercado, foi alvo de mais de 20 disparos de fuzil enquanto se encontrava dentro de seu carro, que acabou capotando na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas. Este ato de violência não só tirou a vida de um homem, mas também enviou uma mensagem clara sobre o poder do crime organizado na região.
Os Suspeitos
A Justiça rapidamente se mobilizou e decretou a prisão de sete pessoas envolvidas no assassinato. Entre os detidos, está Dahesly Oliveira Pires, acusada de transportar um fuzil de Praia Grande para Diadema. Ela foi identificada como uma intermediária que recebeu pagamentos por meio de transferências eletrônicas. Outro nome que chamou a atenção foi o de Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como “Fofão”, que é um traficante vinculado ao PCC e supostamente ajudou na logística do atentado.
Rafael Marcell Dias Simões e William Silva Marques também foram presos. O primeiro tem ligações com facções criminosas na Baixada Santista, enquanto o segundo é o proprietário do imóvel onde os criminosos se reuniram. Contudo, dois indivíduos permanecem foragidos, Flavio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, ambos considerados fundamentais na execução direta do assassinato.
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A Reação do Governo e das Forças de Segurança
O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, não hesitou em afirmar que o PCC estava diretamente envolvido na morte de Fontes, que, segundo ele, já havia recebido ameaças de morte desde 2006, por ter indiciado lideranças da facção, incluindo o infame Marcola. O governo de São Paulo tratou o caso como uma questão de honra, mobilizando uma força-tarefa com mais de 100 policiais para investigar o crime.