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Roberto Kovalick fica sem chão ao dar informação de morte no Jornal Hoje: ‘Ela se foi…’

Nos últimos dias, quem ligou a televisão na hora do almoço percebeu uma troca no comando do Jornal Hoje. O repórter experiente Roberto Kovalick assumiu a bancada no lugar de César Tralli, que temporariamente está no Rio de Janeiro para apresentar o Jornal Nacional. A Globo costuma fazer esse revezamento entre seus jornalistas, mas sempre chama atenção quando ocorre, já que o público se apega a certas figuras na tela. O JH, vale lembrar, é produzido nos estúdios da emissora em São Paulo.

A edição da última segunda-feira (9) foi marcada por uma notícia que mexeu com muita gente: a morte de Herus Guimarães Mendes, jovem de apenas 24 anos, durante uma ação do Bope em meio a uma festa junina. A tragédia aconteceu em uma comunidade carioca e deixou familiares e moradores indignados, levantando de novo aquele debate antigo sobre violência policial e direitos humanos no Rio de Janeiro.

Segundo relato da mãe de Herus, Mônica Guimarães Mendes, a situação foi ainda mais dolorosa pela forma como aconteceu. Ela contou que o filho estava em frente a uma padaria, com o celular na mão, a tela do Pix aberta, quando levou um tiro na região da barriga. Detalhe que chama atenção: minutos antes ele tinha oferecido um lanche para a mãe. O disparo o derrubou na calçada, e dali em diante a cena virou pesadelo.

De acordo com Mônica, ao invés de prestar socorro, um policial teria arrastado o jovem já ferido e impedido que vizinhos ajudassem. Só depois ele foi levado para o Hospital Glória D’Or, mas não resistiu e acabou falecendo.

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A denúncia é grave: os agentes do Bope teriam cercado a área, barrando qualquer tentativa de atendimento. Essa postura foi duramente criticada por ativistas, entidades ligadas a direitos humanos e até por moradores de outras comunidades, que se manifestaram nas redes sociais. Em tempos em que todo mundo grava tudo com celular, já circulam vídeos e depoimentos reforçando as acusações.

Diante da repercussão, o governador Cláudio Castro (PL) anunciou medidas rápidas: exonerou dois coronéis, Aristheu de Góes Lopes e André Luiz de Souza Batista, e afastou 12 policiais envolvidos na operação. Em nota oficial, a corporação disse que a ação tinha como alvo criminosos armados, negando que tenha havido confronto inicial. A versão, no entanto, não convenceu parte da opinião pública.

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