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Donald Trump deve aplicar novas medidas severas contra ministros do STF

Além do Banco do Brasil, há outro ponto em ebulição: o famoso “tarifaço” de 50%. Nesta quarta e quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) fará audiências para discutir o tema. O Brasil vai tentar derrubar ou ao menos suavizar a medida. Mas empresas americanas, especialmente dos setores de soja, pecuária e celulose, já se uniram para defender que a tarifa continue.

O discurso dessas associações é polêmico: dizem que a competitividade brasileira vem de práticas como desmatamento ilegal e até trabalho forçado. Pedem, inclusive, que Washington pressione Pequim a comprar mais produtos americanos, em vez dos brasileiros.

No campo do comércio digital, há ainda críticas à nova tributação brasileira de 15% sobre serviços de streaming, data centers e inteligência artificial, medida provisória que começou a valer em outubro. Instituições financeiras dos EUA também reclamaram do Pix, acusando o Banco Central brasileiro de agir como árbitro e, ao mesmo tempo, concorrente, já que o sistema de transferências ameaça modelos usados no mercado americano.

E não para por aí: Trump deve mirar também nas importações de óleo diesel russo feitas pelo Brasil. A medida copiaria o que já foi feito contra a Índia, que viu sua tarifa saltar de 25% para 50%. Se a lógica se repetir, em questão de uma ou duas semanas o Brasil pode sentir o impacto.

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Só em 2023, o país importou cerca de US$ 12,5 bilhões em produtos da Rússia, principalmente diesel e fertilizantes. Para comparação, a Índia comprou US$ 63 bilhões e a China, que hoje negocia um acordo avançado com Trump, cerca de US$ 130 bilhões.

O cenário é de incerteza total. O Brasil tenta se equilibrar entre pressões externas e defesas internas, mas, no fim das contas, tudo parece estar nas mãos de Washington.

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