Donald Trump deve aplicar novas medidas severas contra ministros do STF
Os Estados Unidos estão prestes a apertar o cerco contra o Banco do Brasil e também contra as importações vindas da Rússia. Além disso, o governo americano deve rebater os argumentos apresentados tanto pelo governo brasileiro quanto por empresas nacionais em relação à tarifa de 50% aplicada em determinados setores.
Segundo informações obtidas por fontes consultadas pela CNN em Washington, o clima é de incerteza e pode mudar a qualquer momento, já que tudo depende da caneta do presidente Donald Trump, que tem histórico de alterar decisões de última hora.
Na tarde desta segunda-feira (1º), a medida considerada mais iminente mirava diretamente o Banco do Brasil. Esse movimento acontece no mesmo contexto em que, aqui no Brasil, começava o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para terça-feira (2). Ou seja, política e economia voltam a se misturar de forma explosiva.
Vale lembrar que no fim de julho, dia 30, o Departamento do Tesouro americano aplicou a chamada Lei Magnitsky, ferramenta usada para punir com sanções econômicas instituições ligadas a autoridades acusadas de abusos. Entre os alvos, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que vem sendo constantemente citado por Washington.
Do you have a pet at home?
Poucos dias depois, em 18 de agosto, o ministro Flávio Dino reforçou, em outra decisão, que leis e ordens estrangeiras não têm efeito no Brasil, a não ser que passem pelo devido processo de homologação. No dia seguinte, o Banco do Brasil correu para se defender e divulgou nota garantindo atuar em conformidade tanto com a legislação nacional quanto com as normas de mais de 20 países onde mantém operações.
Mesmo assim, os rumores se intensificaram. O mercado comentou que, em 21 de agosto, uma instituição teria cancelado o cartão Mastercard de Moraes, e que o BB ofereceu, na sequência, um cartão Elo, bandeira brasileira. Esse detalhe virou o estopim para justificar uma possível sanção contra a instituição estatal.
E os americanos não costumam brincar nesse tipo de ação. Exemplos não faltam. O banco francês BNP Paribas já levou uma multa bilionária, de US$ 9 bilhões, em 2014, por transações com países sob sanções como Irã e Cuba. Outro caso é do Standard Chartered, banco britânico, que foi multado três vezes, somando mais de US$ 1 bilhão, por negócios suspeitos com países como Sudão, Síria e Mianmar.