Bolsonaro coordenou e determinou atos para tentativa de golpe, revela PGR
O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) começou pegando fogo já no primeiro dia. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não economizou nas palavras e acusou o ex-presidente de ter “coordenado, inspirado e determinado” ações que, segundo ele, estavam diretamente ligadas a uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
Gonet fez a apresentação da denúncia contra o que chamou de “núcleo crucial” da ação penal. Ele defendeu que não se tratava de fatos isolados, mas sim de uma engrenagem bem montada, que teria como pano de fundo a intenção de romper com a ordem democrática. Segundo a Polícia Federal, que vem investigando o caso há meses, uma série de episódios se conecta, revelando uma narrativa preocupante de articulação contra as instituições.
Em suas palavras, o procurador foi claro: “Uma tentativa de golpe de Estado, de quebra dos elementos essenciais do Estado Democrático de Direito, decorrente do desmantelamento da independência dos poderes, não pode ser entendida sem juntar peças desse quebra-cabeça.” Para ele, é como se vários acontecimentos, que sozinhos poderiam até passar despercebidos ou não configurarem crime, ganhassem outro peso quando analisados em conjunto.
Essa é a lógica que sustenta a acusação: de que houve um fio condutor em meio aos protestos, às falas inflamadas e até aos supostos planos de violência. A menção mais chocante feita por Gonet foi a de que Bolsonaro estaria por trás de articulações que incluíam até um plano de assassinato contra Lula, Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Uma acusação pesadíssima, diga-se de passagem, que gerou forte repercussão não apenas nos bastidores políticos, mas também nas redes sociais.
Do you have a pet at home?
Não é segredo que o país ainda está dividido entre apoiadores e críticos do ex-presidente. Basta dar uma olhada no X (antigo Twitter) para ver a enxurrada de comentários, memes e até teorias da conspiração circulando desde que o julgamento começou. Alguns ironizam, outros defendem, e há quem diga que tudo isso pode ter efeito direto nas eleições municipais que já estão batendo na porta.
Voltando ao julgamento, Gonet afirmou que a chamada “ruptura institucional” se revela justamente na prática de atos que visavam torcer as regras constitucionais. Ele citou o “apelo à força bruta, real ou até ameaçada” como parte dessa engrenagem. Para o procurador, não há como negar que existia uma organização criminosa por trás desses movimentos, com Bolsonaro no comando.