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MP recua e reabre investigação contra advogada que atropelou e matou adolescente de 16 anos

Tragédia nas Ruas: O Casos do Adolescente Atropelado e a Busca por Justiça

O advogado Bruno Caciano, que representa a mãe do jovem vítima, Karla Betania Regardiz Aguilera, uma faxineira venezuelana, recentemente solicitou a revisão do arquivamento do caso que envolveu a morte de seu filho. O processo havia sido encerrado em maio pela promotora Ilaine Aparecida Pagliarini, que alegou não haver provas suficientes para responsabilizar a motorista envolvida no acidente. Contudo, a Procuradoria-Geral de Justiça reavaliou a situação e constatou que a condutora agiu com imprudência ao atravessar a avenida Ville Roy, ignorando a presença do ciclista, mesmo com este trafegando pela contramão e fora da ciclovia.

A Reabertura do Caso

O procurador-geral, em sua decisão, destacou que a conduta da motorista revelou uma quebra significativa do dever de cuidado que todos os motoristas devem ter. Ele escreveu que as duas situações apresentadas no caso configuram, sim, uma culpa pela imprudência, mesmo considerando a responsabilidade compartilhada com o ciclista. Com a revisão do caso, Ilaine foi afastada do processo e o promotor de Justiça Ademar Loiola Mota assumiu a responsabilidade.

Indiciamento e Provas

A Polícia Civil indiciou Isete, a advogada envolvida no acidente, por homicídio culposo, caracterizado pela ausência de intenção de matar. O indiciamento foi baseado em diversos depoimentos, incluindo os da própria vítima e da condutora, além de exames que confirmaram que a morte do adolescente, identificado como Jesus, foi uma consequência direta do atropelamento. A investigação concluiu que Isete não observou os cuidados necessários ao atravessar a via, atingindo o jovem enquanto ele pedalava.

O Acidente e Suas Consequências

O trágico acidente ocorreu no dia 4 de janeiro deste ano, especificamente no cruzamento da avenida Ville Roy com a rua Casemiro de Abreu, localizado em uma área nobre de Boa Vista. Jesus estava pilotando sua bicicleta, que tinha uma “carrocinha” frontal, quando foi atingido pelo SUV da advogada. De acordo com sua mãe, o adolescente trabalhava como ajudante de pedreiro e estava voltando do trabalho no momento do acidente.

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Após o atropelamento, Jesus ficou internado por 15 dias e passou por uma cirurgia na coluna cervical, devido a lesões em três vértebras. Infelizmente, em decorrência do acidente, o jovem perdeu os movimentos dos braços e pernas, necessitando de cuidados especiais e fisioterapia. Sua mãe relata que teve que adaptar a casa para acomodar as novas necessidades do filho, incluindo a compra de cadeiras de rodas e o pagamento de transporte privado para levá-lo às sessões de fisioterapia. Além disso, foram necessários gastos com fraldas, medicamentos e uma alimentação específica durante os quatro meses em que Jesus sobreviveu após o acidente.

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