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Vídeo: Wagner Moura não perdoa e detona Lula por promessas de campanha não cumpridas

O ator Wagner Moura resolveu se posicionar com firmeza contra o que vem sendo chamado por muitos de “PL da Devastação”, o polêmico Projeto de Lei 2159/2021. Essa proposta, aprovada às pressas pela Câmara dos Deputados na madrugada do dia 17, muda bastante as regras de licenciamento ambiental no Brasil. Pra Moura, não tem outra palavra: é um retrocesso. Ele mandou um recado direto ao presidente Lula, pedindo pra que ele vete a proposta. “Cumpra as promessas de campanha”, disparou o ator.

Segundo ele, o texto aprovado representa um perigo real pro meio ambiente e pra qualquer plano que vise o desenvolvimento sustentável do país. “Essa aprovação é um desastre anunciado”, afirmou Wagner, num tom de alerta. E a preocupação não é à toa: o projeto basicamente afrouxa os critérios que hoje são exigidos pra conceder licenças ambientais. Ambientalistas já tão com a pulga atrás da orelha, dizendo que isso pode abrir caminho pra mais desmatamento e pra impactos que, uma vez causados, não têm volta.

E vamos combinar que o momento não poderia ser mais delicado. O mundo todo tá debatendo soluções contra as mudanças climáticas, do aumento do nível do mar às ondas de calor insanas que tão rolando na Europa e nos EUA nesse verão de 2025. Aqui mesmo no Brasil, a gente viu cidades do Sul enfrentando enchentes históricas enquanto o Norte convive com queimadas. No meio disso tudo, aprovar um projeto que facilita a vida de quem quer explorar a natureza sem critério parece uma decisão no mínimo… contraditória.

Wagner Moura, que inclusive acabou de ganhar o prêmio de Melhor Ator em Cannes (sim, o cara tá com moral), disse que não dava pra ficar calado diante dessa pauta. “O Congresso deixou de ser um espaço de formulação de ideias e virou instrumento de lucro pra interesses econômicos”, disse ele, visivelmente indignado. É raro ver artistas brasileiros se posicionando com tanta clareza sobre política ambiental, e talvez seja justamente por isso que a fala de Moura ganhou tanto destaque nas redes sociais e na imprensa.

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Agora o texto vai ser analisado pelo Senado. E se passar por lá, vai pra mesa do presidente Lula, que terá nas mãos a decisão final: sancionar ou vetar. Até lá, movimentos ambientalistas e várias personalidades já tão se mobilizando, tentando pressionar o governo a barrar o projeto. Wagner Moura, por sua vez, deixou claro que espera coerência por parte do presidente, lembrando dos compromissos firmados durante a campanha eleitoral. “Esse veto é um teste de responsabilidade histórica”, resumiu.

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