No STF, militares réus dizem que kids pretos sofrem perseguição
Militares Envolvidos em Tentativa de Golpe de Estado: O Que Revelam os Depoimentos e o Contexto Atual
No dia 28 de agosto de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu depoimentos de militares réus do chamado “núcleo 3” de uma ação judicial que investiga uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, ocorrida em 2022. Durante as declarações, alguns destes militares, conhecidos como integrantes das Forças Especiais, também referidos na gíria militar como “kids pretos”, afirmaram estar sofrendo perseguições.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os “kids pretos” de terem sido designados para pressionar comandantes militares a se unirem a um plano que tinha como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Essa acusação levanta questões importantes sobre a politicização das Forças Armadas e o clima de tensão que permeia o ambiente militar brasileiro.
A Defesa dos Réus
O coronel do Exército, Márcio Nunes de Resende Júnior, negou sua participação no plano golpista, afirmando que não pressionou nenhum comandante militar. Em suas palavras, ele descreveu a situação como uma “caça às bruxas” que está sendo promovida contra os militares das Forças Especiais, sugerindo um clima de hostilidade e desconfiança dentro do próprio Exército.
Outro depoente, o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, também se posicionou contra as acusações feitas pela PGR, afirmando que sua condição de membro das Forças Especiais é a razão pela qual ele está sendo alvo de tais alegações. Ele expressou que a situação se agravou consideravelmente após a intervenção da Polícia Federal, que parece ter intensificado as investigações sobre o caso.
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O Que São os Kids Pretos?
Os “kids pretos” são um grupo de militares que se destacam por sua formação especializada no Curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro. Eles são treinados para atuar em situações de alta complexidade, em ambientes hostis e com potencial político sensível. O termo “kids pretos” é uma referência ao uso de gorros pretos durante suas operações.
Esses militares são considerados especialistas em várias áreas, incluindo guerra não convencional, reconhecimento especial e operações contraterrorismo. Para se tornarem membros dessa elite militar, os soldados precisam passar por um rigoroso treinamento, seja no Comando de Operações Especiais em Goiânia, no Centro de Instrução de Operações Especiais em Niterói (RJ), ou na 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus.