Moro não perdoa e chama Lula de hipócrita por vetar projeto que ele votou contra
Nos bastidores, o veto de Lula também é visto como um gesto político, tentando colar a imagem de um governo comprometido com responsabilidade fiscal — algo que vem sendo cobrado por economistas, pelo mercado e até mesmo por parte da base aliada.
Já Moro, mesmo se colocando contra o aumento de deputados, aproveitou a polêmica pra bater na tecla de sempre: os gastos do governo petista. A crítica aos 39 ministérios já virou bordão de opositores, especialmente entre os que enxergam a atual estrutura do Executivo como inchada, cara e, segundo eles, ineficiente.
Agora resta esperar. A decisão do Congresso sobre manter ou derrubar o veto vai dizer muito sobre os interesses reais da Casa e a disposição dos parlamentares em lidar com a imagem pública — ainda mais em ano pré-eleitoral, com alianças se desenhando nos bastidores e o eleitor cada vez mais atento (ou não) aos gastos de Brasília.
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