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Moro não perdoa e chama Lula de hipócrita por vetar projeto que ele votou contra

Na manhã dessa quinta-feira (17), o senador Sérgio Moro (União-PR) decidiu usar seu perfil no X (antigo Twitter) pra soltar o verbo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O motivo? O veto total de Lula ao projeto de lei aprovado no Congresso que aumentava o número de deputados federais de 513 pra 531. E apesar de Moro ter votado contra esse aumento, ele não perdeu a chance de alfinetar o presidente, chamando-o de hipócrita.

“Lula veta o aumento do número de deputados federais, enquanto mantém, com hipocrisia, 39 ministérios, vários inúteis, em seu governo. Tente enganar o povo pois sabemos que o controle de despesas não é pauta deste governo. Ps.: votei contra o aumento do número de deputados”, publicou Moro na rede.

A decisão de Lula foi oficialmente divulgada no Diário Oficial da União na mesma quinta-feira. O projeto vetado não só propunha o aumento no número total de deputados, mas também definia regras pra redistribuição das vagas entre os estados e o Distrito Federal — o que poderia beneficiar regiões que cresceram populacionalmente nos últimos anos, como o Centro-Oeste e parte do Norte.

Segundo o governo, o veto foi decidido após consulta a órgãos técnicos, como a AGU (Advocacia-Geral da União), e ministérios como o da Justiça, Fazenda e Planejamento. Todos recomendaram que a proposta fosse barrada. A justificativa principal foi de que o projeto é inconstitucional e não leva em conta os impactos financeiros.

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No despacho encaminhado ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), Lula foi direto: o projeto “contraria o interesse público” e traria despesas adicionais sem que houvesse previsão no orçamento ou fonte de compensação. O governo ainda lembrou que qualquer aumento nas despesas obrigatórias precisa ser previsto com base em regras claras da Lei de Responsabilidade Fiscal e da LDO de 2025.

“Ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a devida estimativa de impacto orçamentário, identificação da fonte de custeio ou medidas de compensação”, escreveu o presidente.

O detalhe é que o Congresso, em plena corrida por mais representação e poder de fogo político, aprovou o texto semanas atrás sem grande resistência. E agora, depois do veto, a bola volta pro próprio Congresso, que pode manter a decisão de Lula ou derrubá-la — o que, na prática, reacenderia o debate sobre mais gastos públicos e a velha discussão sobre o tamanho do Estado.

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