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Médica acessa celular de paciente que perdeu a vida esfaqueado em hospital de MT; marido dela seria o responsável pelo crime

Um caso chocante e cheio de reviravoltas está mexendo com os bastidores da saúde e da justiça no Mato Grosso. A médica Sabrina Iara de Mello, que até então era uma profissional respeitada no hospital de Sorriso (MT), virou personagem central da operação “Inimigo Íntimo”, deflagrada recentemente pela Polícia Civil. O motivo? Uma denúncia pesada de fraude processual envolvendo a invasão do celular de um paciente em estado grave — que mais tarde morreu — e o sumiço de provas importantes.

Tudo aconteceu em março deste ano, mas só agora os detalhes vieram à tona com a divulgação das imagens das câmeras de segurança do hospital. Os vídeos mostram a médica entrando na sala onde estava internado Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, que havia sido esfaqueado e lutava pela vida. Segundo as investigações, ela teria acessado o celular dele sem autorização e apagado mensagens e vídeos que podiam comprometer a própria reputação e a do marido, Gabriel Tacca.

O que parecia um simples caso de agressão tomou contornos ainda mais sombrios. Ivan acabou não resistindo aos ferimentos e morreu poucos dias depois. A polícia afirma que o crime foi encomendado por Gabriel Tacca, após ele descobrir que a esposa, a médica Sabrina, estaria tendo um caso extraconjugal com a vítima. Um enredo digno de novela, mas que se desenrola na vida real.

Assassino já tá preso

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O suspeito de executar o ataque, Danilo Guimarães, já foi preso. Ele teria forjado uma confusão de bar pra tentar despistar a polícia, mas a motivação real, segundo os investigadores, era passional. O plano era eliminar Ivan e apagar qualquer rastro que ligasse o casal ao crime.

E é aí que entra a médica de novo. Usando sua posição no hospital, ela teria entrado no quarto do paciente — ainda inconsciente — e mexido no celular dele. Entre os arquivos apagados, estaria um vídeo crucial, gravado no momento do ataque. Ela alegou, depois, que era amiga de Ivan e que só pegou o celular pra entregar aos parentes. Só que isso só aconteceu três dias depois, e o celular já tava todo “limpo”.

Relação entre os três era próxima

Segundo o que se sabe até agora, Ivan era amigo do casal. Sempre que passava por Sorriso, se hospedava na casa deles. A relação era de confiança, mas ao que tudo indica, acabou em tragédia. Essa proximidade foi fundamental pra polícia montar o quebra-cabeça e entender o que de fato aconteceu — inclusive desmentindo a primeira versão contada pelos envolvidos.

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