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STJ suspende júri do caso Patrícia Amieiro após 17 anos do crime

Suspensão do Júri Popular: Caso Patrícia Amieiro Ganha Novos Capítulos

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou uma decisão impactante ao suspender o júri popular do caso de Patrícia Amieiro, marcado para o dia 5 de agosto. Essa liminar foi determinada pelo ministro Antonio Saldanha, que é o relator do processo. O motivo central da decisão foi uma irregularidade na inclusão de uma nova testemunha, que ocorreu muito perto da data do julgamento. Esse caso, que já completou 17 anos, continua a gerar repercussões e questionamentos.

Contexto do Caso

Patrícia Amieiro desapareceu em junho de 2008, quando o carro em que estava foi atingido por disparos de policiais na Barra da Tijuca, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O veículo foi encontrado abandonado, com marcas de tiros, o vidro traseiro estilhaçado e o porta-malas aberto. Infelizmente, o corpo de Patrícia nunca foi encontrado, o que faz com que sua família busque respostas há mais de uma década.

Decisão do STJ

O ministro Saldanha destacou que o depoimento de um taxista, que foi considerado uma testemunha chave pela acusação, foi aceito após o encerramento da fase de produção de provas. Isso, segundo ele, infringe o processo legal que deveria ser seguido em um julgamento criminal. O ministro afirmou: “O novo julgamento deve se limitar à apreciação das provas constantes dos autos na data do julgamento original e à oitiva das testemunhas já arroladas anteriormente”. Agora, essa liminar ainda precisa de uma confirmação definitiva, o que pode levar a novos desdobramentos.

Denúncias e Acusações

No desenrolar do caso, quatro policiais militares foram denunciados. Dois deles, Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís Nascimento, respondem por tentativa de homicídio. Segundo o Ministério Público, esses policiais atiraram contra o veículo de Patrícia e teriam retirado a jovem ainda viva do carro. Os outros dois agentes, Fábio Silveira Santana e Marcos Oliveira, são réus por fraude processual, acusados de tentarem alterar a cena do crime para proteger seus colegas.

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Em 2019, Maranhão e Nascimento foram condenados a três anos de prisão por fraude, mas foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídio. Por outro lado, Santana e Oliveira foram absolvidos de todas as acusações. Esse histórico de idas e vindas no tribunal só acrescenta ao desgaste emocional da família de Patrícia, que busca justiça.

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