Empresário morto em Interlagos: morte de homem simples pode desvendar mistério
O caso do catador de recicláveis morto em novembro de 2024 dentro do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital paulista, pode ter mais ligação com o recente assassinato do empresário Adalberto Amarilio Júnior do que se imaginava até então. O empresário, de apenas 36 anos, foi achado morto quatro dias após desaparecer, em junho de 2025, numa área em obras do circuito. A polícia civil agora vê semelhanças preocupantes nos dois casos — ambas as mortes teriam envolvimento de vigilantes da região.
No primeiro caso, em 8 de novembro do ano passado, o catador Marcelo Edmar da Silva, de 26 anos, morreu de forma brutal. Segundo a investigação, ele entrou no autódromo de forma irregular — teria pulado um muro, como fazem muitos em busca de latinhas para vender. Mas acabou sendo interceptado por dois seguranças: Francisco das Chagas de Souza Alves e Emerson Silva Brito. O que se sabe é que eles o amarraram e espancaram Marcelo até a morte. A dupla está presa e responde por tortura, conforme processo que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Agora, meses depois, a Polícia Civil volta sua atenção para o caso de Adalberto, empresário do ramo automotivo e apaixonado por motos. Ele foi a um evento de motociclismo no Autódromo de Interlagos em 3 de junho e, após o evento, desapareceu. O corpo foi localizado quatro dias mais tarde em um buraco perto da Av. Jacinto Júlio, ao lado do Portão 9 do autódromo. A morte foi causada por asfixia, o que mudou a linha de investigação para homicídio.
Os detalhes ainda estão nebulosos. A polícia não descarta que ele tenha sido morto por pressão no tórax (o que os médicos chamam de constrição torácica) ou por asfixia no pescoço, talvez até por um “mata-leão” — técnica comum em confrontos físicos, como os usados por profissionais de segurança. O Metrópoles chegou a noticiar que, naquele evento, havia cerca de 200 vigilantes trabalhando. Um deles pode ter se envolvido em uma briga com Adalberto, e isso pode ter levado à tragédia.
How many pets have you had?
A polícia já tem a lista de todos os vigilantes que estavam de serviço naquele dia e pediu imagens de câmeras para rastrear os passos do empresário, do evento até seu carro. No entanto, apesar dos avanços, ainda não há um nome como principal suspeito. Inclusive, o amigo que estava com ele na festa — última pessoa a vê-lo vivo — chegou a ser investigado. O depoimento dele teve algumas falhas, mas ele apresentou um álibi consistente, e até agora, não há provas do envolvimento dele no crime.