Whindersson Nunes entrega diagnóstico que recebeu durante internação
Nos primeiros meses de 2025, Whindersson Nunes passou por um período turbulento — e necessário. O humorista, conhecido por seu jeito irreverente e por sempre transformar dor em piada, resolveu abrir o coração e falar de forma sincera sobre sua internação numa clínica de reabilitação. O assunto veio à tona durante sua participação no podcast Pivotando, onde ele falou sem papas na língua sobre o processo, os aprendizados e o diagnóstico que recebeu lá dentro.
“Todo mundo achava que eu tava amarrado, camisa de força, trancado num quarto branco… mas não foi nada disso. Eu fui porque quis. Fui consciente e fui acolhido de um jeito que eu não esperava. O lugar era massa, cheio de gente querendo melhorar de verdade. Foi aí que eu fiz uns testes, conversei com uma especialista e descobri uma coisa que me deu um estalo na cabeça: superdotação.”
Sim, o Whindersson recebeu um diagnóstico de altas habilidades, especialmente ligadas à criatividade. O tal QI elevado, como ele mesmo diz. Mas, segundo ele, isso veio com um “combo” não tão agradável. “No laudo também veio escrito lá: compulsividade e impulsividade. Parece que é tipo brinde, sabe? Vem um negócio bom e dois ruins de graça.”
O diagnóstico fez com que ele entendesse melhor muitos dos seus comportamentos que antes pareciam simples “jeitos dele”. “Pra mim, tudo tem que ser agora, tudo é urgente. Cancelo compromisso em cima da hora, e às vezes nem parece que eu tô ligando. Mas não é frieza, é a impulsividade falando alto. Já a compulsividade é aquele troço que não deixa a gente parar, tipo um motor ligado o tempo todo.”
How many pets have you had?
Um dos exemplos mais fortes que ele citou foi a relação com a bebida. “Às vezes eu só queria um copinho de whisky pra dar uma aquecida, relaxar… quando vejo, já foi a garrafa toda. E sozinho. Sem ninguém pra trocar uma ideia, só eu e meus pensamentos.” E não foi só o álcool: Whindersson comentou que essa tendência compulsiva se espalha por várias áreas da vida. “Mulher vicia, pornô vicia, academia vicia, açúcar então… vish. A gente acha que vício é só droga, mas o buraco é bem mais embaixo.”
Foi esse reconhecimento que o levou a buscar ajuda por conta própria. “Teve uma hora que eu percebi que não tava conseguindo parar. De beber, de pensar demais, de repetir padrão em relacionamento. Aí pensei: ‘Se eu não tô parando com uma coisa, provavelmente tem várias outras que também tão me controlando sem eu perceber’. Aí decidi ir. Fui pra me entender, não só pra largar bebida.”