Queda do avião que transportava Marília Mendonça: o que já se sabe em 2025 sobre a tragédia
Na manhã de 5 de novembro de 2021, o Brasil acordou com uma notícia que parecia mentira: Marília Mendonça, a rainha do feminejo, faleceu aos 26 anos em um trágico acidente aéreo em Minas Gerais. O país inteiro se uniu em luto, e milhões de corações se partiram.
Marília não era apenas uma cantora de sucesso; ela era a voz de milhões de mulheres que se viam em suas letras. Com hits como “Infiel”, “Supera” e “Ciumeira”, ela conquistou o Brasil e o mundo. Seu talento como compositora também era reconhecido, com músicas gravadas por artistas renomados.
Naquele fatídico dia, Marília estava em Goiânia, onde passou a manhã com a mãe e o filho Léo. Ela compartilhou momentos de descontração nas redes sociais, mostrando sua rotina e preparando-se para o show em Caratinga, Minas Gerais. Às 13h05, fez uma live no Instagram, dizendo: “Tô chegando de jato, mas é rapidim”. Às 15h07, postou seu último story, sorrindo e segurando seu violão, momentos antes de embarcar no avião que a levaria para o palco.
O voo de Goiânia a Caratinga era curto, cerca de 309 km. A bordo estavam Marília, seu tio e assessor Abicieli, o produtor Henrique, e os pilotos Geraldo Martins de Medeiros Júnior e Tarciso Pessoa Viana. Às 15h31, o avião decolou. Durante o voo, Marília enviou um áudio às amigas Maiara & Maraisa: “Amanhã a gente arrebenta em Sampa!”. Às 15h57, o avião começou a aproximação para pouso em Caratinga. Infelizmente, não conseguiu completar a manobra e caiu em uma área rural próxima ao aeroporto.
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Investigações apontaram que a aeronave colidiu com cabos de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que não estavam sinalizados adequadamente. Embora a Cemig tenha alegado que os cabos estavam fora da área de proteção do aeroporto e, portanto, não necessitavam de sinalização, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) recomendou melhorias na sinalização de obstáculos próximos a pistas de pouso.
Além disso, a Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que os pilotos cometeram imprudência ao não seguir o procedimento operacional padrão, resultando na colisão com os cabos de energia. Apesar disso, o inquérito foi arquivado devido ao falecimento dos envolvidos.