Após ataque fatal, saiba o que será feito com a leoa do zoológico
A leoa Leona, que se tornou o centro de uma enorme comoção após matar um jovem que invadiu o recinto dos felinos no Parque Zoobotânico Arruda Câmara — a famosa Bica, em João Pessoa (PB) — não será sacrificada. A direção do parque reforçou que isso nunca esteve em pauta. Segundo eles, o animal não demonstra agressividade fora daquele episódio específico e, portanto, não existe qualquer justificativa para uma medida tão extrema.
Conforme informações divulgadas pelo próprio parque, Leona passou por um “nível elevado de estresse” durante toda a confusão que terminou com a morte do rapaz. Mesmo assim, ela está estável, sendo monitorada e recebendo cuidados constantes. Funcionários relataram que a rotina da leoa foi imediatamente ajustada para evitar novos gatilhos e que, apesar do susto, o comportamento dela segue dentro da normalidade.
A administração também destacou que veterinários, tratadores e técnicos estão atuando praticamente em tempo integral, algo parecido com força-tarefa mesmo, para garantir que ela se recupere emocionalmente. A ideia é que Leona consiga retomar seu dia a dia sem carregar mais traumas — e isso inclui monitoramento diário, mudanças no manejo e acompanhamento de profissionais especializados, como já acontece em zoológicos modernos, especialmente após incidentes de grande impacto.
Parque fechado e pressão por respostas
Desde o ataque, o Parque da Bica segue fechado para visitação. A decisão, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB), será mantida até que uma comissão técnica termine de avaliar toda a estrutura e as circunstâncias que permitiram a entrada do jovem no recinto. A medida é parecida com o que já ocorreu em outros parques após acidentes com animais, como os casos amplamente discutidos nas redes envolvendo zoológicos nos EUA, onde a repercussão costuma ser gigantesca.
Do you have a pet at home?
Em nota divulgada no Instagram, o parque afirmou que a prioridade agora é a segurança — dos visitantes, dos funcionários e também dos animais. Eles reforçaram que não existe prazo de reabertura e que só após a conclusão das investigações o público poderá voltar a circular pelo espaço.
Como o jovem entrou na jaula
De acordo com a administração da Bica e com a própria Prefeitura de João Pessoa, tudo indica que o jovem entrou de forma “deliberada” no recinto da leoa. A narrativa oficial descreve que ele escalou, de maneira muito rápida, uma parede de cerca de seis metros, passou pelas grades de segurança e ainda subiu em uma árvore antes de alcançar a área interna da jaula. É algo difícil até de imaginar, e os próprios servidores ficaram chocados com a agilidade do rapaz.