Célia Xakriabá pede ao STF investigação por ação contra indígenas no DF
Ação da deputada Célia Xakriabá no STF: uma luta contra a violência e o racismo
Nesta última sexta-feira, dia 11 de agosto, a deputada Célia Xakriabá, representando o partido PSOL de Minas Gerais, tomou uma atitude significativa ao protocolar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa ação visa investigar a conduta de servidores de segurança que participaram de uma ofensiva contra indígenas durante um protesto em frente ao Congresso Nacional. O ato em questão ocorreu no dia anterior, 10 de agosto, e resultou em um incidente grave: a deputada foi atingida por spray de pimenta enquanto se manifestava ao lado de líderes indígenas do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.
Célia Xakriabá não apenas relatou que foi alvo de agressões físicas, mas também de racismo, afirmando que servidores a impediram de entrar no Congresso e negaram atendimento médico tanto a ela quanto a outros manifestantes. Em suas palavras, “O mandato ofereceu uma representação criminal ao STF em face da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Legislativa, assim como do Depol [Departamento de Polícia Legislativa] desta Casa, diante do crime de racismo e violência política continuada.” Essa frase, expressada em uma entrevista durante a manhã na Câmara, reflete sua determinação em buscar justiça e responsabilização.
A gravidade da situação
A representação protocolada pela deputada solicita a investigação da “conduta criminosa dos servidores públicos” de diversas instituições, incluindo a Polícia Militar do Distrito Federal e o Corpo de Bombeiros. Célia, em um desabafo, mencionou: “Certamente, se eu desse mais três passos adiante, eu seria violentada pela Depol, que é a polícia para proteger parlamentares.” Essa declaração destaca a vulnerabilidade e o risco que os manifestantes enfrentaram naquele dia.
Durante a manifestação, o grupo de indígenas marchou do acampamento até o gramado em frente ao Congresso, mas foram interrompidos por policiais militares e legislativos, que usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. A deputada, ao relatar o ocorrido, questionou o uso excessivo da força: “Quando eu desci com meu povo cantando, não tinha nenhuma grade. Eu até falei: ‘Como que eles estão jogando esse tanto de spray de pimenta, essa repressão policial, se não tinha nenhum impeditivo para descer?’” Essa indagação ressoa a indignação de muitos que acompanharam os eventos.
How many pets have you had?